Eliminar os possíveis focos do Aedes deve ser uma luta diária

  • 17/01/2020 04:00

O ano mal começou e a dengue já chegou com tudo, mostrando que, sem os devidos cuidados da população, o Aedes aegypti - transmissor também da febre chikungunya e zika vírus - pode trazer muitos danos à saúde. Só nestas primeiras duas semanas de 2020, conforme informações da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), divulgadas na edição de ontem, já são 19 registros da doença em Presidente Prudente, sendo que outras 168 pessoas aguardam por resultados de exames.

Em Presidente Venceslau, além dos 20 casos já catalogados neste ano, foi registrada ontem a primeira morte suspeita por dengue, na fase hemorrágica. Trata-se de um homem de 48 anos, morador da cidade. Amostras de sangue da vítima foram colhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Mas o resultado, confirmando a causa da morte, só deve sair entre 10 e 15 dias.

A situação preocupa. Estamos no verão, época de altas temperaturas e muita chuva, a combinação perfeita para a proliferação do mosquito. Período em que as infestações ocorrem e os cuidados precisam ser redobrados.

A melhor maneira de combater o Aedes, sem dúvidas, é a prevenção, evitando possíveis criadouros. Pequenos e simples cuidados, como manter a caixa d’água sempre fechada, limpar as calhas, colocar areia nos pratinhos dos vasos de planta, guardar garrafas sempre viradas para baixo e pneus em lugares cobertos, além de manter a lixeira sempre fechada, podem evitar sérias consequências.

Falta de informação não é. Quantas vezes não ouvimos falar sobre dengue por aí? Quantas vezes o assunto não ganhou destaque, nas páginas deste diário, no ano passado e em tantos outros? O perigo existe, as pessoas sabem. Sabem também como evitar. Mas não colaboram.

Colocam a culpa no vizinho, no dono do terreno baldio que nunca aparece. Mas não vê que a sujeira ou o foco está, muitas vezes, dentro do seu próprio quintal, em lugares que você nunca imaginou estar.

Facilitar a entrada dos agentes nas casas é o mínimo que cada um pode fazer, na tentativa de reverter este quadro. A situação pode piorar bem mais, se a população não ajudar. Cuidar do espaço onde você mora é um dever. Ao invés de jogar a culpa em quem mora ao lado, que tal alertá-la a também se mobilizar? Converse com amigos, familiares, com o pessoal do trabalho. Acabar com os possíveis focos do Aedes deve ser uma luta diária, de todos...