Locais de votação

Eleitores de Prudente avaliam acessibilidade no pleito

Prudentinos relataram experiências com a ausência de rampas e escadas nas escolas e comentaram sobre possíveis sugestões

GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local • 09/10/2018 09:59:00

Antônio afirma não ter problemas nas eleições por ser cadeirante. Foto: José Reis

O aposentado José de Faria, 83 anos, esteve logo no início da manhã na Escola Estadual Fernando Costa, conhecida como IE, em Presidente Prudente, e afirmou estar feliz em poder exercer o seu direito como cidadão ao poder votar, mesmo sendo facultativo. Questionado sobre a acessibilidade do local, ele afirma não ver problemas em subir as escadas para chegar até sua zona eleitoral, já que “sempre foi uma pessoa ativa”. Essa, no entanto, não é uma realidade coletiva, já que a falta de elevadores e rampas dificultou, por exemplo, a subida da aposentada Julieta Pereira de Matos. “Já faz duas eleições que preciso trazer acompanhantes, pois, para mim, é bem difícil. Não consegui mudar meu locar de voto, mas pretendo, para que fique algo mais acessível”.

Ainda segundo o aposentado de 83 anos, mesmo não sendo mais uma obrigação a presença dele no pleito, é com prazer que ele se desloca até a unidade. “Enquanto eu tiver forças vou praticar a minha cidadania. Já sobre as escadas, por praticar exercícios sempre, não tenho o que reclamar”. Quem também esteve presente na escola foi o eleitor Antônio César de Almeida Santos. Cadeirante e com a ajuda de uma acompanhante, ele não deixou de lado o seu papel de cidadão. “É costume já eu votar nessa escola e nunca tive problemas com a acessibilidade. A única coisa que poderia melhorar, no entanto, seria o estacionamento para deficientes, que não é tão próximo da porta de entrada”, relata Antônio.

A Escola Estadual Professora Mirella Pesce Desidere foi elogiada pelo aposentado Honérrimo Severo dos Anjos, 78 anos. Segundo ele, os corrimãos espalhados pela entrada da unidade facilitaram o acesso da terceira idade. “Há muito tempo eu venho votar aqui e nunca tive problemas. Por isso, não fico em casa, mesmo sendo facultativo. É uma obrigação cívica e espero que meus candidatos ganhem”.

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