Duas cidades somam 1.536 casos

GABRIEL BUOSI - Da Redação • 06/04/2018 10:35:22

Olhos vermelhos e aumento da secreção ocular estão entre sintomas. Foto: Arquivo

Duas cidades da região, Pirapozinho e Presidente Prudente, até a data de ontem, contabilizaram o total de 1.536 casos de conjuntivite no ano, sendo que na primeira delas a situação já é considerada como um surto pela Vigilância Epidemiológica do município. O aumento nos registros, se comparado com o mesmo período de 2017, é de 303,14%, uma vez que Pirapozinho não notificou nenhum caso da doença no ano passado e Prudente teve o total de 381.

O município com os maiores números, até o momento, é Prudente, com o total de 841 casos registrados. O mês de março foi o que teve o maior número de notificações, sendo 342 registros, com dados provisórios, contra 229 em fevereiro e 270 em janeiro. No mesmo período do ano passado, respectivamente, os números apresentados foram 110, 116 e 155.

Conforme a diretora da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), Elaine Bertacco, não é possível ainda dizer se os casos são considerados alérgicos ou virais, mas diz que semanalmente o município tem feito acompanhamentos dos casos para entender a situação vivida pelo município, que, para ela, ainda não passa por surto. “Há um bairro em Prudente, o Morada do Sol, que passa sim por um surto da doença, pois há muitos casos naquele único lugar. Mas não podemos ainda dizer que a cidade passa pela mesma situação, por isso temos feito todos os acompanhamentos”.

Elaine lembra que a doença tem um comportamento endêmico em todo o mundo, quando ocorre habitualmente, sendo que pode apresentar características sazonais. Sobre os sinais apresentados, a responsável pela VEM alerta para irritações oculares, olhos vermelhos, intolerância à luz e aumento da secreção ocular. Em geral, ambos os olhos são acometidos. “A transmissão é feita através do contato direto, mão-olho-mão, objetos contaminados e piscinas, por exemplo. Temos orientado as unidades de saúde a informar a população a não coçar os olhos e lavar com frequência as mãos e rostos, além de separar os objetos de usos pessoais”, acrescenta.

Já Pirapozinho, que não teve nenhum caso notificado ao município no ano passado, registrou em um curto período um grande número de registros da doença. Isso porque, conforme a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Patrícia Veiga, 469 casos foram apresentados somente entre os dias 11 e 31 de março, sendo que o total registrado até a data de ontem era de 695. “Consideramos sim um surto e a situação piorou nas últimas três semanas. Acredito que, possivelmente, pelos momentos de calor intenso que passamos nesses últimos dias e pelo fato de as pessoas ficarem muito tempo aglomeradas”. Antes do dia 11, nenhum caso havia sido notificado.

Segundo Patrícia, o município já iniciou palestras em escolas, creches e empresas, além de passar nas casas da cidade com orientações sobre cuidados e prevenções à doença.

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