Aos 92 anos

Dom Agostinho é sepultado em cripta na catedral

Ele é o primeiro bispo emérito de Prudente a ser enterrado no local, que serviu de altar para seis missas com corpo presente

GABRIEL BUOSI - Da Redação • 30/01/2018 12:22:19

A igreja estava lotada, faltavam espaços para abrigar fiéis que não paravam de chegar. A cordialidade, o respeito e a emoção marcaram a última missa de corpo presente, de um total de seis celebrações, e que significou a despedida de Dom Antônio Agostinho Marochi. O bispo emérito da Diocese de Presidente Prudente faleceu na manhã de domingo, aos 92 anos, e teve o corpo sepultado na tarde de ontem, por volta das 17h, na cripta da Catedral de São Sebastião. Com o ato, Dom Agostinho, torna-se, então, o primeiro bispo a ser enterrado no local.

Filho de Francisco Marochi e Judith Viesser Marochi, Dom Agostinho, nasceu no dia 28 de agosto de 1925, em Campo Largo (PR), e foi nomeado bispo diocesano em 2 de fevereiro de 1976, mandato que foi o mais longo entre todos, em Presidente Prudente, até os dias atuais, uma vez que tornou-se emérito em 7 de abril de 2002. A Diocese, por meio de uma nota, esclarece que a morte do sacerdote ocorreu às 10h07 do dia 28 e a partir de então, missas seriam realizadas desde a tarde do mesmo dia, com encerramento na tarde de ontem. No documento não constam as causas da morte.

Presidida pelo bispo Dom Benedito Gonçalves dos Santos, a celebração contou ainda com a participação de demais bispos convidados e sacerdotes da diocese.

 

Marcos profundos”

Segundo Dom Benedito, o bispo emérito praticou durante toda a vida sacerdotal o bem e a solidariedade, uma vez que dentre suas obras estão ações voltadas aos mais necessitados e às pastorais, como a da família. “São diversos os marcos profundos que ele deixa para a cidade e também a região de Presidente Prudente. Vejo que o resultado de todo o carinho dado por ele é a quantidade de pessoas presentes em todas as seis celebrações realizadas na catedral”, esclarece.

Dom Benedito lembra que este é o primeiro bispo a ser sepultado na cripta da Catedral São Sebastião e salienta estar “muito grato” com o número de pessoas que deixaram seus lares às 15h em plena segunda-feira para mostrar o afeto e dar um último adeus ao sacerdote. “Foi uma pessoa que deu a vida ao reino de Deus, a dedicação do povo para com a sua obra é muito boa de ver”.

No domingo os fiéis puderam acompanhar as missas de corpo presente em dois horários, às 17h e 19h. Já ontem, foram celebrações às 6h, 9h, 12h e 15h, sendo a última seguida de um cortejo, que passou pelas ruas em torno da igreja, e o sepultamento.

 

Fiéis presentes

A advogada Elisângela Carvalho, 43 anos, foi umas das pessoas que tiraram parte da tarde de ontem para dar adeus a Dom Agostinho. Questionada sobre o motivo da presença na missa, Elisângela diz que soube pelas redes sociais e por fazer parte da comunidade cristã, viu uma oportunidade de agradecer as benfeitorias ofertadas ao município. “Ele nos deixa, mas todos nós sabemos o quão importante foi sua presença para a Igreja Católica. São diversas as mensagens de amor que ele passou e por isso será sempre lembrado”, afirma.

Já a aposentada Olívia Meireles, 63 anos, lembra ter presenciado diversas celebrações de Dom Agostinho ao longo da vida cristã e diz estar presente na última missa para fazer parte do adeus ao sacerdote. “É com pesar que venho, mas queria deixar minha sincera homenagem”.

 

SAIBA MAIS

Segundo a Diocese de Presidente Prudente, Dom Antônio Agostinho Marochi, ao longo do Mandato Episcopal mais longo até a atualidade, ordenou 37 padres diocesanos, conferiu o sacramento da Crisma a 93.556 crianças e adolescentes e reformou a Catedral São Sebastião, igreja que está no centro da cidade e serve de referência para diversos munícipes. Dentre suas benfeitorias estão ainda o apoio à criação da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), bem como a criação do Santuário Nossa Senhora Aparecida, da Vila Marcondes.

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