Recapeamento Dificuldade para aquisição de material paralisa obras em PP

 14/11/2017  - ANNE ABE - Especial para O Imparcial

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Iniciadas há quase três meses, as obras de recapeamento em vias movimentadas de Presidente Prudente ainda se encontram paradas, devido à dificuldade para a aquisição do CAP (cimento asfáltico de petróleo). Em outubro, a reportagem foi verificar a situação de algumas vias onde o serviço de fresagem interrompido gerava reclamações sobre buracos e poeira. Na ocasião, para amenizar os transtornos, a Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos) prometeu realizar a cobertura com massa asfáltica e o nivelamento das imperfeições com máquina patrol (motoniveladora), o que, aparentemente, foi realizado, mas não foi suficiente para agradar os moradores.

As ruas verificadas foram a São Sebastião, General Osório e 12 de Outubro, na Vila Dubus, onde a Sosp informou já estarem regularizadas e vão receber os trabalhos de recapeamento, após a conclusão dos trabalhos em andamento no Residencial São Paulo. A reportagem visitou os pontos novamente para confirmar a situação e encontrou as referidas vias com a maioria dos buracos tampada, o que ajudou também a amenizar o acúmulo de terra. No entanto, a pista ainda não está totalmente lisa e, em alguns pontos, com cascalhos.

 

Moradores

A mesma situação encontrada ocorre entre as ruas Reverendo Coriolano e a 12 de Outubro, onde mora e trabalha o tapeceiro João Bento, 53 anos, que acompanhou o processo desde o início. Conta que a cobertura foi realizada há, aproximadamente, 30 dias e, “ao se comparar com a situação anterior, está bem melhor”.

O aposentado Antônio Marques, 70 anos, compartilha da mesma opinião, dizendo, ainda, que “nem precisavam ter mexido na via”. O morador relata que as ruas ainda causam problemas com a suspensão do carro e a poeira diminuiu, mas não teve fim, devido ao tempo e ao grande movimento de veículos nas ruas citadas. “De maneira geral, está precisando de mais cuidados por aqui”, declara.

O trabalho feito também desagrada o aposentado Marco Antonio Zaffalon Júnior, 55 anos, que acrescenta o incômodo de ter as vias interditadas durante todo o dia, todas as vezes que vão realizar um trabalho. “Até agora não vi benefício nenhum”, opina.

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