COTIDIANO

Democratização dos livros favorece formação crítica e social dos cidadãos

  • 24/05/2019 04:00

Estudos já divulgados pela imprensa brasileira mostram que o brasileiro lê muito pouco. Normalmente, a média calculada por estas pesquisas varia de um a dois livros por ano. Os motivos apresentados para o baixo número são diversos, como, por exemplo, o analfabetismo, a falta de estrutura enfrentada pela educação brasileira, a desigualdade social e até mesmo o alto custo dos exemplares. Sim, é preciso reconhecer que vários fatores sociais impedem o acesso aos livros, no entanto, não podemos deixar que o valor monetário destes seja um obstáculo para que os jovens desenvolvam este hábito.

Embora o avanço do e-commerce tenha possibilitado uma opção economicamente viável para quem deseja comprar livros sem desembolsar muito, uma vez que os custos arcados por uma empresa online são menores do que aqueles assumidos por livrarias físicas, nem sempre a condição financeira das famílias permite separar um valor x para a compra de um livro. Nesse contexto, além das bibliotecas públicas, as doações são uma opção para permitir que os livros cheguem às pessoas menos favorecidas e contribuam para a sua formação crítica e cidadã.

Em Presidente Prudente, uma iniciativa vem de encontro a este propósito. Conforme noticiado por O Imparcial, o projeto “Transporte Literário”, idealizado pela estudante Mariana Betônico, propõe a disponibilização grátis de exemplares em uma estante no terminal urbano central do município. Basta pegar emprestado, ler e, em troca, deixar um livro que já tenha lido e que a pessoa gostaria que outros tivessem a chance de também conhecê-lo.

Além desse compartilhamento de histórias e de experiências por meio dos livros, o projeto de Mariana é positivo no sentido de garantir que as pessoas tenham sua visão de mundo transformada pelo poder da literatura, que é ainda uma das melhores formas de aumentar o conhecimento, aprimorar o vocabulário e a escrita, facilitar a memorização de conteúdos, além de possibilitar que as pessoas desconstruam paradigmas e reavaliem a vida sob novos prismas.