Arquivo - Aos 37 anos, paratleta continua se dedicando para melhorar seu rendimento nas competições

Foto: Arquivo - Aos 37 anos, paratleta continua se dedicando para melhorar seu rendimento nas competições

JERUSA GEBER

De olho na Etapa Nacional, velocista intensifica treinos

No final de abril, paratleta foi ao Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação e a garantiu a medalha de bronze na competição

  • 17/05/2019 05:39
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

Aos 37 anos de idade, a paratleta Jerusa Geber, que treina em Presidente Prudente, garante que fisicamente “está muito bem preparada” para as competições e que tem dedicado seu tempo a melhorar seu desempenho. Prova disso é que em seu calendário de desafios, ela já tem o próximo agendado. Sendo assim, ela afirma que todos os esforços estão sendo direcionados para a 1ª Fase Nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa.

A competição ocorre em junho, entre os dias 7 e 9. Mas até que chegue o dia, Jerusa vai se dedicando aos treinos, que é o que pode melhorar seu desempenho. “Treinos todos os dias, seja academia, salto, corrida na areia...”, completa. À reportagem, a velocista não deixa de dizer também que é preciso ter sintonia com o guia, devido a deficiência visual.

Por conta disso, a cobrança entre ambos é uma via de mão dupla. Para que estejam no mesmo desempenho, a dedicação é igual, segundo ela, nos sentidos físico, tático e na alimentação. “Como eu disse, me sinto bem preparada fisicamente para as competições que estão por vir esse ano. Mas é preciso desse trabalho em conjunto, pois não entro na pista de atletismo sozinha”, destaca.

O melhor tempo que a atleta tem até hoje foi conquistado em 2016, na marca de 12,12s, diante à prova de 100 m (metros). Ela conta que espera superar o número ou ao menos bater provas com tempos próximos a esse.

Open Internacional

Isso porque, na última competição que participou, Jerusa fez 12,55s na prova de 100m. A marca foi no final do mês de abril, quando, entre os dias 25 a 27, ela correu pelo Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação, no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, na capital paulista.

Mesmo a fim de melhorar sua performance, a paratleta conseguiu garantir um bom desempenho entre as participantes e trazer o bronze para casa. Questionada sobre a participação, a prudentina responde que, mesmo já tendo ido várias vezes a opens, dentro e fora do Brasil - disputando com atletas de outros países -, sempre dá um frio na barriga.

“Não era novidade pra mim, mas a gente sempre tem aquele receio normal, aquele frio na barriga que qualquer atleta encara em todas as competições. O nível das meninas estava muito forte esse ano. E apesar de ter conseguido uma performance, que trouxe medalha, preciso melhorar muito”, argumenta.

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Principal competição internacional das modalidades sediada no Brasil nesta temporada, o Open Internacional contou com a participação de 602 competidores de 20 países, sendo 241 da natação e 361 do atletismo. O CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) ficou em primeiro lugar, na frente de delegações da Venezuela e Argentina. O terceiro lugar na prova fez parte das 22 medalhas obtidas pelos brasileiros, do Time São Paulo.