Cuidados com LVC e dengue devem ser combinados

  • 19/01/2020 04:00

Na contramão da dengue, que já acumula 19 casos em Presidente Prudente, a LVC (leishmaniose visceral canina) ainda não teve nenhum registro este ano, conforme divulgado nesta semana pela Prefeitura. Em 2019, no entanto, foram catalogados 337 cães com a doença, sendo 59 notificados por clínicas veterinárias e 278 pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).

O fato de nenhuma ocorrência ter sido contabilizada até o momento não significa que os cuidados devam ser descontinuados, uma vez que a menor distração pode ser crucial para a proliferação do vetor. A forma de transmissão da LVC é muito semelhante à da dengue, uma vez que também envolve a presença de um mosquito, neste caso o mosquito-palha, o qual, assim como o Aedes aegipty, se prolifera em ambientes com condições inadequadas de higiene.

A administração municipal explica que as larvas deste vetor se multiplicam rapidamente em locais sombrios, com vegetação e acúmulo de matéria orgânica. Por esta razão, orienta que os moradores mantenham hábitos rotineiros de limpeza do quintal, podas de árvores e arbustos, além de evitar o acúmulo de matéria orgânica, como fezes de animais e outros.

O que se percebe é que tanto a LVC e a dengue exigem cuidados que, se combinados, podem minimizar ao mesmo tempo dois problemas que agravam a saúde pública. A melhor forma de prevenção contra as duas doenças ainda é o combate ao mosquito, que pode ser feito por meio de atitudes simples como a limpeza dos quintais.

Além disso, quando notificados, os proprietários de animais devem comparecer aos mutirões do CCZ para fazer a chipagem dos cães e coletar sangue para os exames de LVC, possibilitando assim o monitoramento por parte do órgão. Também é importante que fiquem atentos caso seus pets comecem a apresentar sintomas da doença, como emagrecimento, fraqueza, queda de pelos, vômitos, febre regular, crescimento das unhas e feridas que não cicatrizam. Nesse caso, é fundamental levá-los ao CCZ para o correto diagnóstico da leishmaniose.

É preciso mais do que nunca promover a consciência ambiental e manter a saúde do animal em dia para evitar que o agente transmissor encontre meios de sobrevivência e, com isso, coloque em risco não só nossos queridos animais de estimação, como também a própria saúde humana