Crianças devem entender a cultura do carnaval

Espaço infantil

Além de marchinhas, cores e fantasia, psicóloga lembra a importância de mostrar a história da tradição brasileira

COLUNA - Espaço infantil

Data 28/02/2019
Horário 10:30

THIAGO MORELLO

Da Redação

Apesar de não ser de origem brasileira, o carnaval é a festa mais comemorada no Brasil. A história chegou ao país no período colonial, por meio do entrudo, uma das primeiras manifestações carnavalescas praticadas por escravos portugueses. De lá pra cá, a festança foi se aperfeiçoando até chegar ao patamar que é hoje. Mas pouca gente sabe disso, principalmente as crianças, que, segundo a psicóloga Roberta Borges Pedro, devem participar do momento, porém, mais que isso, precisam entender a cultura e a história que o carnaval representa.

Pois, agindo dessa forma, essa é a maneira da criança crescer já sabendo interpretar a identidade do país que vive, ainda conforme a especialista. “Isso porque são coisas que já estão enraizadas na nossa sociedade, assim como a festa junina, por exemplo. E hoje em dia, cada vez mais nossas crianças se afastam desses momentos”, completa.

Mas, essa proximidade pode e deve ocorrer por meio da festa, mas também da valorização cultural. Comprar confete, estar em matinês, fantasias, festas, enfim, são as maneiras de se comemorar o carnaval. “Tudo com muita cor é importante, porque desperta esse lado da criança de viver a fantasia. Mas não deve se ater a isso. É muito necessário frisar, através de história e entendimento, a questão da cultura brasileira. Além do brincar é possível trazer em pauta as características do país em que se vive”, destaca.

 

Mundo da fantasia

Como dizia Clarice Lispector, “a criança tem a fantasia solta”. E concordando com isso, Roberta também argumenta que esse é o momento propício para aplicar a diversão dos pequenos, principalmente por eles já terem essa visão mais fantasiosa da vida. “Escolhendo os programas adequados para cada idade, eles conseguem viver ainda mais nesse mundo de brincadeiras e além da nossa imaginação”, frisa.

Mas isso também precisa ter um limite. Porque segundo a psicóloga, apesar de ser benéfico e saudável para a criança, brincar e fantasiar, ela também deve entender a percepção da realidade e saber o que faz parte da história e o contexto real de uma comemoração e uma tradição. “Não pode ultrapassar”, comenta.

Rede de ensino

Nas redes de ensino, tanto municipal quanto particular, a agenda de atividades está aberta. No caso das escolas pertencentes à Seduc (Secretaria Municipal de Educação), a pasta garante que cada unidade tem a autonomia para aplicar a comemoração referente ao carnaval. Assim como na rede privada, que conforme o Sindicato das Escolas Particulares de Presidente Prudente, ainda lembra que não existe um cronograma específico. Mas à reportagem, ambas as partes não deixam de salientar a importância de promover a cultura.

 

SAIBA MAIS

Dicas para serem usadas durante o divertimento das crianças, conforme a psicóloga Roberta Borges Pedro

- Se estiver num bloco, mostrar referências de locais para encontro, caso se percam;

- Orientar os filhos quanto à presença de estranhos;

- Escolher programas adequados à idade da criança;

- Utilizar cores e fantasias nas brincadeiras;

- Frisar a importância cultural do carnaval.

 

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