Contexto Paulista

23/06/2018 07:21:00

Brasil cotado a ser o maior

fornecedor de alimentos do mundo

“Brasil, celeiro do mundo”. O slogan da era Vargas faz sentido para o futuro, na visão do executivo de uma das empresas mais importantes do setor de agronegócio, o presidente da fabricante de tratores John Deere, Paulo Herrmann. Segundo ele, nas próximas três décadas haverá um reposicionamento mundial dos principais PIBs (Produto Interno Bruto) e nessa nova configuração, caberá ao Brasil o papel de maior fornecedor de alimentos do planeta. Ao falar em Goiânia (GO), durante o 8º Congresso Brasileiro de Soja, Herrmann disse que, nesse contexto, o Brasil alcançará a posição de sexta maior economia do mundo nos próximos 30 anos. Detentor atualmente do nono maior PIB do mundo, o Brasil, segundo presidente da John Deere, até 2050 mais que triplicará a sua economia, que passará dos atuais US$ 2 trilhões para U$ 6,5 trilhões. Nessa projeção, a China atingirá U$ 50 trilhões, Estados Unidos U$ 34 trilhões, Índia U$ 28 trilhões, Indonésia U$ 7,3 trilhões e Japão U$ 6,8 trilhões. A Alemanha ficará atrás do Brasil, com U$ 6,1 trilhões. “Nos vingaremos dos 7 a 1”, brincou o executivo, em referência ao resultado da Copa do Mundo de 2014.

 

Desafios a serem superados

A capacitação de pessoas é, porém, o maior desafio para o futuro do setor agropecuário no país, segundo a análise do executivo da John Deere. Para ele, drones, tecnologias geoespaciais e inteligência artificial, entre outras tecnologias, já estão virando realidade e farão cada vez mais parte do dia-a-dia do setor produtivo. Entretanto, de nada adiantarão se não houver pessoas capacitadas a trabalhar com essas inovações. Um exemplo citado pelo palestrante é o da quantidade de informações que são geradas diariamente por colheitadeiras e são perdidas por falta de pessoas capacitadas para trabalhar com essas informações. “Está faltando gestão, está faltando profissional para destrinchar esses dados. A tecnologia de máquinas e sementes correu na frente, mas a capacitação de pessoas não acompanhou”, disse.

 

Investimento na educação

De acordo com Herrmann, o problema só será resolvido com atualização das grades curriculares de cursos técnicos e superiores no país. A maior parte deles continua com a mesma estrutura por décadas e não se adequou às demandas que surgiram no campo. “Precisamos fazer com que nossas instituições se preparem para dar conta de toda tecnologia que já está por aí”, disse ele. “Nosso sistema de ensino, pesquisa e extensão está parado no tempo. Hoje temos dificuldade de encontrar profissionais que tenham capacidade de transformar todos esses números e esses dados gerados pelas máquinas em informação. Precisamos de tecnólogos, nossos institutos federais precisam ser ruralizados e temos de recompor nossa extensão rural”.

 

Pauta na Assembleia

  • O cargo de carcereiro foi extinto em 2013, mas a função permanece nos presídios. Há um movimento para que os servidores agora sejam classificados como agentes policiais
  • O governador Márcio França deu a penada que faltava para oficializar a criação da Aglomeração Urbana da Região de Franca, composta por 19 cidades.
  • A recém-criada Floresta Estadual do Noroeste Paulista, com 379 hectares e 1.680 mil m² (metros quadrados) de mata atlântica nativa, precisa de proteção. Fica na divisa dos municípios de São José do Rio Preto e Mirassol.
  • Amantes do forró defendem que o ritmo musical, conhecido no Nordeste, se torne patrimônio cultural imaterial do Estado de São Paulo.

 

Nas farmácias

A Lei 16.660/2018, de autoria do deputado estadual Fernando Capez (PSDB), publicada na terça-feira, finalmente autoriza nas farmácias procedimentos como a aferição de pressão arterial, medição de temperatura, inalação, teste de glicemia e furar a orelha. Os estabelecimentos também ficam autorizados a prescrever e manipular suplementos alimentares, medicamentos isentos de prescrição médica, homeopáticos, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal e similares. Tudo isso, claro, sob a responsabilidade do farmacêutico. Capez diz que a medida visa destravar o setor, levando em conta que as farmácias são tradicionalmente os locais de saúde mais acessíveis à população e sempre contam com um profissional à disposição para orientação e prestação de atendimento básico de saúde.

 

Curtas de economia

  • O comércio varejista do Estado de São Paulo criou 2.340 novas vagas de trabalho formal em abril deste ano, segundo a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
  • O Brasil encerrou maio com a abertura de 33.659 vagas de emprego formal, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
  • Em Franca, um dos pavilhões desativados da antiga fábrica de calçados Agabê, uma das mais tradicionais da cidade, terá nova destinação, dez anos após fechar suas portas: será a sede do LuizaLabs, o laboratório de Tecnologia e Inovação do Magazine Luiza.
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