Consumidores sentem diferença nos preços

ANDRÉ ESTEVES - Da Reportagem Local • 12/01/2018 12:48:36

. Foto: Marcio Oliveira

Quem aproveitou o começo do ano para pesquisar ou comprar o material escolar para os filhos sentiu diferença no preço dos artigos com relação ao mesmo período do ano passado. Mãe de duas crianças, Giovana Maranho Cardoso, 35 anos, tirou a manhã para comprar as mochilas, contudo, ficou assustada com o valor do acessório. “Quase tive um infarto”, brinca. Uma vez que fez a doação dos itens sobressalentes que guardava em sua casa, ela deverá renovar a lista completa. “Como eu tenho dois filhos, vai acabar saindo bem caro, mas poupamos o ano passado inteiro para esse momento”, expõe. O fato de ter ido atrás do material cedo também tem explicação. “Quero evitar filas”, esclarece.

A professora universitária Eliana Lordelo, 38 anos, por sua vez, é mãe de uma menina de 1 ano e 10 meses e já a prepara para o retorno à escolinha. Os gastos principais da educadora estão voltados aos materiais que serão utilizados para a realização de atividades pedagógicas. “Tendo em vista que a minha filha ainda é novinha, eu estou optando por itens baratos. Porém, quando ela crescer, vou considerar produtos de melhor qualidade”, comenta. A docente também reparou que a mochila está mais cara, então quer reaproveitar a do ano passado. “Já que ela ainda está em boas condições, por que não reutilizar?”, pondera.

A economista Edilene Takenaka aponta que os preços deverão estar mais altos em decorrência dos reajustes. Sendo assim, os pais que preferirem esperar um pouco poderão encontrar valores melhores posteriormente. Aos pais que desejam economizar com o material, a especialista recomenda o reaproveitamento de itens utilizados em anos anteriores ou a aquisição de artigos de segunda mão, porém, em boas condições. “Mochila e estojo, por exemplo, são itens que podem ser usados novamente. Nesse caso, é sempre muito importante conversar com a criança e conscientizá-la”, salienta.

A pesquisa deve ser palavra de ordem para quem busca preços acessíveis. Uma dica da economista é utilizar a internet para consultar os valores e depois compará-los com os das lojas físicas. A profissional relata que, no caso do público infantil, há o interesse em artigos com estampa de filmes ou super-heróis, que normalmente encarecem a compra. A recomendação de Edilene é que os pais verifiquem as políticas internas da escola, pois não há razão para comprar cadernos estampados se houver a necessidade de encapá-los com as cores padrões de cada série escolar. “É preciso usar a ponderação e o bom senso”, argumenta.

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