Esclarecimento

Conservatório de Presidente Epitácio passa por reestruturação

Prefeitura explica que o motivo principal em torno da diminuição da carga horária dos seus professores é a reorganização

OSLAINE SILVA - Da Redação • 25/02/2018 13:39:33

Foto: Cedida Álvaro Augusto, Conservatório Joaquim de Oliveira forma profissionais da música há mais de 20 anos

O Conservatório Musical Joaquim de Oliveira de Presidente Epitácio passa por uma reestruturação financeira municipal. A prefeita Cássia Regina Zaffan Furlan (PRB) esclarece que o motivo principal em torno da diminuição da carga horária dos seus professores, é a reorganização e afirma que a única mudança será que os mesmos não terão mais horas complementares, trabalhando pelas horas necessárias para o atendimento dos alunos.  

A chefe do Executivo ressalta que durante o ano de 2017 foram feitas economias em todos os setores da Prefeitura, inclusive, reduzindo horas extras dos funcionários. Quanto ao limite no número de vagas, oferecendo somente a carga parcial, foi esclarecido pela secretária de Educação, Eliane Garcia, que 126 alunos continuam seus estudos e que dentre os 27 que foram dispensados há estudantes faltosos que não acompanham as aulas de teorias; os retidos, os que pararam alguns anos seus estudos e retornaram somente agora e os recém-matriculados.

A secretária enfatiza ainda que diferente do que vem sendo noticiado e afirmado em redes sociais, os alunos que estão com o curso em andamento terão suas vagas garantidas pela municipalidade. Os iniciantes que procuraram matrículas e não encontram vagas, serão chamados assim que as mesmas forem sendo disponibilizadas.

Outra informação apresentada pela secretária de Educação foi que não foram abertas vagas para os cursos de sopro, violino e violoncelo cujos professores são contratados por meio de processo seletivo, pois aguardam resoluções de procedimentos burocráticos.

A prefeita esclarece que o Conservatório Musical de Presidente Epitácio é um local de prestação de serviço extracurricular onde os alunos são matriculados e pagam pelas aulas, sendo os professores pagos pela prefeitura. Com essa reorganização, os professores receberão por aula dada, o que atenderá aos alunos matriculados.

 

Do outro lado

Em contraponto, Álvaro Augusto de Paula Borba, 26 anos, expõe que a indignação é geral com o que vem acontecendo. “Sou professor contratado pelo processo seletivo. Dei aulas de 2015 a 2017. Fiz novo processo seletivo este ano, mas a secretária de Educação disse que nossa atribuição foi suspensa. Essa escola, com 26 anos formando professores, músicos, técnicos e acima de tudo cidadãos, hoje tem metade de suas matrículas canceladas pela Prefeitura, que coloca a economia acima da Educação”, indigna-se.

Álvaro pontua que não bastava adiar o processo seletivo para fevereiro, ainda cortaram pela metade não apenas as cargas horárias de seus professores efetivos, mas sonhos de muitas crianças e adultos de aprender música. “Nós do processo seletivo estamos de mãos atadas. É um sentimento de impotência. Antes de ser professor do conservatório, eu era aluno também, desde os 12 anos. Cresci lá dentro e de repente somos avisados deste corte de vagas; horas complemento de professores, que nada têm a ver com 'horas extras' alegadas pela prefeita, sendo cortadas. Hoje temos nosso quadro de professores com vencimentos abaixo do piso e além de tudo cortado pela metade”, dispara.

Álvaro expõe que no conservatório desenvolvem cursos técnicos de instrumentos das famílias das cordas, sopros, percussão e teclas; prática de conjunto com orquestras e canto coral. “Além de usarmos a interdisciplinaridade e transversalidade em nossas aulas, para que nosso conteúdo possa fazer parte do que a criança e o adolescente vivenciam na escola. Muitos pensam que o conservatório é um hobby, mas é dele que surgiram vários professores que estão lá hoje. Eu mesmo fui um aluno”, destaca o professor.

 

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