Conscientização e atitude cidadã são necessárias para conter Aedes Aegypti

  • 10/03/2019 08:00

Mais uma vez o cenário de risco de surto de dengue é uma triste realidade nacional. E o fato se repete, principalmente pela falta de educação, de conscientização das pessoas. As esferas governamentais federal, estadual e municipal fazem inúmeras campanhas de mobilização pelo combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças estas que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré. O chamado é sempre voltado a atenção da população para o perigo destas doenças, mas, lamentavelmente, o que se percebe é que parece não adiantar. É difícil manter um quintal limpo? É difícil não jogar lixo, entulho em terrenos baldios? A sensação muitas vezes chega a ser de impotência. Em Presidente Prudente, até anteontem, a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) já registrava 294 notificações, e 56 casos positivos confirmados. Suplantou o número de 2018 inteiro que contabilizou  40 casos positivos. Pior é saber que mesmo apresentando estes números as pessoas ainda assim não se preocupam.  A pasta que já vem realizando trabalhos de mutirões pela cidade para limpar a sujeira dos despreocupados com o problema, insiste na orientação e conscientização.

É fácil ajudar a pelo menos diminuir o tamanho desse problema colaborando com simples atitudes em suas casas: jogue lixo no lixo. Não deixe plásticos ou qualquer outro tipo de recipiente que possa acumular água parada porque estes são os principais criadouros para a reprodução do Aedes aegypti.

O verão é o período mais propício à proliferação do mosquito, por conta das chuvas. Logo, esta é a época de maior risco de infecção por essas doenças. Não descuidem, se atentem a todas possíveis ações para prevenir focos desse pequeno inseto causador de males enormes que podem levar à morte. O Índice Breteau no município foi de 9,2, sendo que o recomendado é de até 1.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, como trouxemos na edição de sexta-feira, deste jornal diário, o número de casos prováveis de dengue registrados no Brasil em janeiro deste ano mais que dobrou em comparação ao mesmo período de 2018. Até o dia 2 de fevereiro, o aumento era de 149%, passando de 21.992 para 54.777 casos prováveis – uma incidência de 26,3 casos por 100 mil habitantes. O levantamento ainda mostra que dois Estados registraram aumento de mais de 1.000% no número de casos de dengue  – Tocantins, com crescimento de 1.369%, saindo de 210 para 3.085 casos prováveis; e São Paulo com aumento de 1.072%, passando de 1.450 para 17.004 casos prováveis.