Cotidiano

Consciência sobre o coletivo é urgente na pós-modernidade

17/06/2018 12:00:00

Eventos sazonais fazem parte do jornalismo. Assim como em dezembro surgem matérias sobre o Natal, em junho sobre Dia dos Namorados e festas juninas, basta baixar a temperatura que frequentemente esse diário se vê na responsabilidade social de levantar novamente a bandeira da conscientização para que as pessoas se tornem doadoras de sangue.

Isso porque assim que as blusas de frio saem do armário, o estoque dos bancos diminui em até 50% - como noticiado hoje, por este diário. Além disso, conforme o HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo, aproximadamente 25% dos candidatos são consideradas inaptos. No frio, com o surgimento de resfriados, alergias, anemia e bronquites a quantidade de pessoas “impedidas” de doar é grande.

Parece até cansativo, repetitivo, sempre bater na tecla da importância desse ato e sobre o fato de que ele salva vidas. Mas, não adianta! A preguiça ao que parece fala mais alto do que a consciência social, a compreensão do coletivo e a responsabilização pelo outro. Isso é muito resultado da era hedonista - voltada para prazeres efêmeros - e extremamente individualista, na qual vivemos.

A ideia de privado é algo que surgiu com mais ênfase na contemporaneidade, diante da globalização, processo de urbanização e industrialização do mundo. No período colonial a noção de comunidade era muito diferente. As famílias viviam juntas, coexistiam – harmonicamente ou não – se enxergavam como clãs, grupos e não seres dissociados. A vida do outro fazia parte da própria vida, ao passo que tudo era acompanhado de muito perto.

Com a pós-modernidade veio uma obsessão das redes sociais, que passaram a ocupar o espaço dos relacionamentos reais. Com isso o distanciamento cresce exponencialmente entre membros de um mesmo núcleo familiar. Não é de se espantar que haja um abismo entre o indivíduo e aqueles que estão de fora do seu círculo de convivência. É dever, portanto, não só da imprensa como de todo cidadão consciente quebrar esse “falso muro” construído sob pena de muitos prejuízos, preconceitos e desigualdades entre o “eu” e o “outro”.

Isso passa por temas relacionados à saúde pública como incentivo à doação de sangue como também por questões voltadas ao meio ambiente, como a preservação de recursos hídricos e destinação correta de resíduos sólidos. Trata-se de um novo modo de enxergar a vida, extremamente vanguardista e sustentável, no qual enxergamos o outro como uma extensão de nós mesmos, por um mundo menos egoísta e mais empático, justo e igualitário. 

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