COTIDIANO

Confiança

  • 06/08/2019 05:12
  • Walter Roque Gonçalves

“Confiança do Consumidor recua 0,4 ponto em julho de 2019, diz FGV”, em publicação recente na Revista Exame. Inseguranças políticas administrativas levam as pessoas a menor expectativas para o futuro. Portanto, a confiança do consumidor, dos empresários, dos investidores nas indústrias, na construção civil, entre outros, afetam diretamente as apostas na economia e a geração de novos negócios. Do nível macro ao micro, a confiança é a liga que mantém as pessoas dispostas a fazer negócios, a falta dela leva a interrupção de ciclos de negociações. Neste nível pode-se salientar o péssimo costume de mentir para fornecedores a fim de ganhar tempo nos pagamentos de contas vencidas. Esta é uma prática nociva aos negócios e que de nada colabora com a recuperação da economia e geração de riquezas.

Ora, faltar dinheiro para pagar contas é algo que pode acontecer com qualquer um e a grande maioria dos fornecedores está disposta a renegociar prazos. O problema é quando a renegociação é substituída por falácias que fazem a outra parte perder tempo e ficar desconfiado se realmente o pagamento será honrado algum dia. Esta energia jogada fora mina as forças da negociação, cria desgastes e leva o empreendedor a puxar o freio de mão. Neste movimento investimentos deixam de ser feitos, empregos deixam de ser gerados e riquezas de serem distribuídas.

Por outro lado, nem sempre o devedor mente sobre a intenção de pagar. Muitas vezes promete algo que gostaria de cumprir e quando a data vence, simplesmente não tem recursos para honrar com o compromisso. Neste caso, é apenas um caso de organização, o tão famigerado controle de fluxo de caixa que permite saber com determinada precisão se haverá realmente recursos disponíveis para a data que o compromisso foi assumido ou não.

A cultura de mentir para os credores é algo que precisa ser combatida e, por outro lado, aqueles que ainda não conseguiram se organizar, que passem a fazê-lo. Estas ações dentro da empresa é o “tijolo” que edifica e economia como um todo e permite que a confiança se restabeleça e se multiplique. Se a confiança é algo que afeta tanto a economia do país, pode-se fazer cada um a sua parte ao restabelecer este elemento nos negócios. De “tijolo” em “tijolo” pode-se edificar novamente a confiança que falta para a economia decolar.

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Walter Roque Gonçalves

Walter Roque Gonçalves

Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor-executivo e colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente.

Contato: fb.com/jkconsultoriaempresarial/

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