Condicionamento do lixo requer cuidados para prevenir acidentes

editorial

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Seu lixo é responsabilidade sua! Assim, a situação deveria ser encarada pela sociedade. No entanto, não é o que ocorre na maior parte das cidades, onde os acidentes com os coletores de lixo ainda são uma triste realidade e um desafio a ser vencido. As ocorrências tendem a aumentar nesta época do ano, sobretudo pela quantidade de resíduos pós-festas acondicionados de maneira irregular, com materiais perfurocortantes, como garrafas quebradas, tampas de latas e palito para espetinhos.

Já não bastasse a rotina de quilômetros atrás do caminhão fétido, sob o sol escaldante de Presidente Prudente, estes profissionais precisam estar atentos para trabalhar sem se ferir com o lixo gerado e depositado nas sacolas e sacos plásticos pelos munícipes. Infelizmente, a categoria depende da boa vontade da população para que exerça sua atividade sem estar sujeita a cortes e outros ferimentos.

Sem se dar conta de que podem ser responsabilizadas, muitas pessoas ainda resistem em separar os perfurocortantes (pedaços de vidro, facas, palitos e outros) em caixas de papelão, embalagens de leite tetra pak, dentro de garrafas pet e outros que possam protegê-los. A falta de conscientização da sociedade é cultural. Ainda incluem-se na lista das “armas” as lâmpadas, copos, louças, mesmo que não estejam quebrados, pois o risco se dá no manuseio.

Da mesma forma, o descaso ocorre com os materiais recicláveis. Uma boa parte do que poderia ser angariada pela Cooperlix (Cooperativa de Trabalhadores de Produtos Recicláveis de Presidente Prudente) e se tornasse fonte de renda aos cooperados, acaba dispensada no lixo comum, em meio ao orgânico, poluindo ainda mais o meio ambiente.

Como não existe uma fiscalização no sentido de verificar o acondicionamento dos resíduos, é importante que haja um trabalho mais efetivo de conscientização por parte do poder público para que a população esteja ciente destes riscos. Panfletagem e visita às moradias, em parceria com organizações não-governamentais e sindicatos, poderiam ser ações a serem desenvolvidas na cidade para fomento da coleta seletiva e prevenção dos acidentes com coletores.

Com uma maior quantidade destes itens neste mercado, seria possível ampliar os trabalhos da coleta seletiva na cidade, elevar a renda dos trabalhadores da cooperativa, bem como inserir novos cooperados neste grupo. Que a necessidade não seja apenas um desejo nosso!

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