Comerciantes se reúnem em praça para homenagens

GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local • 09/03/2018 10:20:44

Cerca de 30 lojistas do camelódromo, localizado na Praça da Bandeira, em Presidente Prudente, abaixaram as portas às 17h de ontem, uma hora antes do habitual, para prestarem suas últimas homenagens a Agripino de Oliveira Lima Filho, 86 anos. A ação contou com a confecção de cartazes e faixas, quando os comerciantes presentes realizaram um momento de agradecimentos, reflexão e orações ao ex-prefeito, a quem preferem chamar de “eterno”.

De acordo com a comerciante, Isabel Cristina da Silva, 48 anos, o chanceler da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) foi uma figura importante para a implantação do camelódromo e, por isso, merecia as condolências dos presentes no ato. “Ele sempre esteve ao nosso lado e nunca perdeu as esperanças em nós, pois sabia que cada um aqui necessitava disso para a sobrevivência”. Já a comerciante, Rosemari Oliveira Santana, 54 anos, afirma que foi no velório no início da manhã e, mesmo assim, não deixaria de lado as homenagens em seu local de trabalho. “Essa é a nossa forma de mostrar a gratidão por ele, é simples, mas ele sabe que é de coração. Perdemos um homem que só pensava no nosso bem”, finaliza.

As homenagens, no entanto, não pararam por ai. Diferente do que ocorreu logo nas primeiras horas do velório, quando a presença do público, composto por admiradores, amigos e familiares, era expressiva, o encerramento da cerimônia aberta, próximo das 17h de ontem, foi marcado por momentos de reflexão, movimento moderado e as mais diversas homenagens, mesmo embaixo da chuva fraca que atingiu o local por alguns momentos no fim da tarde.

Logo quando o céu escureceu e os primeiros pingos começaram a cair, a reportagem se deparou com uma cena inusitada e expressiva em significados. É que no meio do gramado, logo no início da escadaria, e sem preocupação com a chuva que se aproximava, estava Cristina Rosa Cruz de Souza, 32 anos. Com lágrimas nos olhos e muita “gratidão no peito”, ela afirma que havia acabado de chegar ao local e que não poderia deixar de lado a homenagem. “Tenho uma admiração muito grande por ele. Não fomos amigos, mas o vi em diversas vezes e ocasiões. Estou em oração por ele, mesmo na chuva, pois sei que ele é uma daquelas pessoas que merecem todo o carinho e fará muita falta”, esclarece.

Quem deixava o local, logo que a chuva teve início, foi a família Guido, composta pelo casal, Hugo Guido, 56 anos, e Vilma Guido, 54. Com eles estava ainda Teresinha Guido, 89 anos, mãe de Hugo. Visivelmente emocionados, todos mencionam que reservaram um momento do dia para prestarem as últimas homenagens àquele que foi considerado, para eles, “um grande pai”. “Comecei a trabalhar para ele na década de 80, no Campus 2 da Unoeste e foram, ao todo, 20 anos de companheiros ao longo das idas e vindas, já que também passei por uma das fazendas dele. O que fica agora é a saudade”, salienta Hugo.

A esposa, Vilma, lembra já ter trabalhado na casa do “professor Agripino”, o que para ela foi um dos períodos de aprendizado na vida. “Ele foi sempre humilde, com tratamento igual para todos. Prudente perde um grande homem e mais do que isso, um grande cidadão”.

Já o professor, Paulo César Raboni, 53 anos, que estava com seu guarda-chuva abrigado da fina garoa, afirma que conheceu o ex-prefeito em 1994, o que fez com que ele desenvolvesse admiração e estima pelo mesmo. “Ele realizou diversas benfeitorias na cidade de Presidente Prudente e também na região. Mesmo com esse tempo fechado, não poderia deixar de estar aqui e deixar meus sinceros agradecimentos”, acrescenta.

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