Com 40 associadas, BPW busca igualdade de gênero

GABRIEL BUOSI • 08/03/2018 15:25:03

A missão delas é a de agregar mulheres de negócios e profissionais, além de orientar e coordenar o desenvolvimento “pleno” nas esferas do poder público e de mercado. Dentre os objetivos, estão o empoderamento econômico, capacitação, realização de projetos e o desenvolvimento do potencial profissional e de liderança das mulheres em todos os níveis. A BPW (Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais), em Presidente Prudente, tem 40 associadas que se juntam pela busca da igualdade e compartilhamento de experiências.

A ONG (organização não-governamental), apartidária, conta com uma sede em Prudente há 23 anos, com o aniversário sendo comemorado hoje e, de acordo com a presidente da unidade, Karina Peres Silverio, os encontros mensais, bem como os projetos sociais realizados, objetivam reunir mulheres que possam trazer suas histórias para a sociedade de maneira encorajadora. “Vejo que esse trabalho é fundamental, uma vez que a mulher nunca deixa de evoluir, além de participar de uma luta diária pela igualdade, mesmo tendo conquistado seu espaço em diversos setores sociais”, informa.

Dentre os projetos realizados, Karina destaca um encontro promovido pela associação e a Fundação Mirim, no ano passado, quando meninas entre 17 e 18 anos receberam a visita de empresárias, profissionais, e “empoderadas”, com a intenção de mostrar a capacidade do gênero em se evoluir, destacar e conquistar os mais diversos ramos profissionais. “Acredito que ainda existe o preconceito contra a mulher no mercado de trabalho, como, por exemplo, a preferência pela contratação de homens em diversas empresas. Fora o assédio, quando algumas são passíveis desta situação. Isso justifica a necessidade de nos associarmos e nos encorajarmos”, expõe.

 

Foto: Joaé Reis, Empresária Armelinda é associada

 

Conquista pelo espaço

A empresária, Armelinda de Jesus do Carmo Minzoni, proprietária da Mell Imóveis, em Presidente Prudente, é uma das associadas da BPW no município e garante que o trabalho é importante tanto para o desenvolvimento do gênero, quanto o pessoal. Há 31 anos no ramo de imóveis, ela lembra que o início, por ser mulher, foi marcado por descriminação e resistência. “No começo, foi tudo muito difícil, já que este era um ramo preferencialmente masculino. Fui empregada doméstica, empacotadora de macarrão e motorista de caminhão de pequeno porte. Tracei um objetivo e consegui chegar onde almejei”, salienta.

A empresária afirma que hoje o preconceito persiste, porém “sutil”, já que o cenário se inverteu e as negociações são, preferencialmente, com mulheres. “Conduzimos muito bem, além de sermos fáceis de trabalhar. Vejo que temos uma presença muito forte no mercado de trabalho e damos o nosso nome na representatividade, mesmo precisando lutar muito para isso”.

Mãe de dois filhos, avó e casada há 28 anos, Armelinda diz que conciliar a vida pessoal com a profissional é “uma loucura gostosa”, mas lembra que a evolução foi fruto da felicidade, já que ela sempre fez o que amava. Questionada sobre algum episódio que marcasse a vida no que diz respeito à resistência durante sua trajetória, a empresária se lembra do momento em que perdeu uma venda, no início da carreira, por ser mulher. “O comprador viu o imóvel comigo, gostou e fechou com outro corretor. Ele justificou que gostaria de comprar com um homem, foi quando vi a dificuldade que enfrentaria pelo simples fato de ser mulher. Naquele dia vi que precisaria ser forte e me firmar no ramo”, finaliza.

 

Foto: José Reis, Karina: “Ainda existe preconceito”

 

SERVIÇO

A BPW em Prudente tem 40 associadas e aceita novos membros. Para participar, conforme a presidente da unidade, Karina Peres Silverio, basta procurar pela página na rede social Facebook, que é a BPW Prudente, ou ligar no 3908-1653.

Estilo do Site
  • Luz
  • Alto Contraste