Nas urnas

Chefe de cartório expõe passo a passo do processo de votação

Erro mais frequente dos eleitores, segundo Patrícia Camargo, é a falta de rascunho com os números dos candidatos

SANDRA PRATA - Especial para O Imparcial • 06/10/2018 07:47:00

Foto: Arquivo - Patrícia aconselha aos eleitores de primeira viagem a fazer simulação de voto no site do TSE

Com a proximidade das eleições é comum surgirem dúvidas a respeito do procedimento de voto. Por isso, a reportagem conversou com a chefe de cartório, Patrícia Camargo Spolador, em busca de esclarecer as dúvidas mais comuns em relação ao dia do pleito. A responsável pela 182ª ZE (Zona Eleitoral) - que atende os municípios de Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Anhumas e Santo Expedito, explica que é essencial se atentar à sequência de candidaturas.

Isso porque, de acordo com Patrícia, o processo de votação vai evoluindo a cada vez que o individuo aperta o botão verde na urna. Ato que significa a confirmação de sua escolha. Nesse contexto, o primeiro espaço a parecer na tela da máquina são quatro dígitos referentes ao deputado federal, seguidos por cinco para escolher o representante do Estado na Assembleia Legislativa. O processo segue com a escolha de dois senadores, um governador de Estado e o presidente da república, com três e dois números, respectivamente.

É aí que surge o principal problema. A titular denota que por se tratar de uma eleição de seis níveis de poder público, alguns eleitores costumam esquecer os algarismos. Em razão disso, ressalta a importância de ter em mãos um rascunho com todos os dígitos necessários. Todavia, se o eleitor se considerar despreparado ou irá votar pela primeira vez, a chefe de cartório aconselha que, antes de se dirigir à unidade de votação, faça uma simulação de eleição disponível no site oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Se ainda assim, esquecer os números, é possível voltar para casa e se certificar dos mesmos. Opção válida apenas se o processo de voto ainda não tiver sido iniciado. “Se a pessoa já escolheu um deputado federal e esqueceu o estadual, por exemplo, não tem como a urna travar e aguardar o voto deve seguir até a última etapa, então, ou ela anula ou vota em branco”, ressalta. Fora esses acontecimentos, Patrícia relata que o processo eleitoral é relativamente fácil. Em situações de erros de digitação, o eleitor poder apertar a tecla “corrige” na cor laranja e recomeçar. “Porém, se o voto já tiver sido computado, não existe mais o que fazer: se for uma numeração inexistente é anulado, mas se houver algum outro candidato com os mesmos números, o voto é computado para ele”, expõe.

Brancos e nulos

Patrícia explica que a única diferença entre votos brancos e nulos é a forma de computá-los. Para o primeiro basta aperta a tecla “branco” na urna. Já para o segundo, é necessário digitar números inválidos. “Nenhum deles é levado em conta na hora da contagem e apuração dos resultados”, pontua. Com isso, explica que os boatos que correm pela internet sobre a convocação de novas eleições caso exista índice considerável de votos inválidos, são falsos. “Só existem novas eleições se for uma decisão judicial, se o candidato que ganhou não estiver apto para assumir, por exemplo”, acentua.

Não vai votar?

Caso o eleitor não se encontre em sua zona eleitoral, pode justificar o voto. Segundo Patrícia, basta ir a qualquer unidade de votação, das 8h às 17h, neste domingo. Para isso, é preciso ter em mãos o Título de Eleitor e um documento com foto. “O mesário vai fornecer uma ficha, que deve ser preenchida com dados dos documentos e data de nascimento. Após isso, é emitido um comprovante de justificativa”, relata. Para os que gostariam de evitar filas, é possível solicitar o formulário online no site do TSE, preenchê-lo e levá-lo diretamente ao mesário para emissão do comprovante.

O prazo para justificar é de 60 dias. Caso o indivíduo ultrapasse o tempo, estará sujeito à multa de R$ 3,50 por turno que tenha deixado de votar. “Enquanto a multa não for paga, a pessoa estará irregular junto à Justiça Eleitoral”, reforça.

SERVIÇO

Para solicitar o formulário de justificativa, basta entrar no site http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/justificativa-eleitoral.

SAIBA MAIS

e-TÍTULO

Para ter acesso ao aplicativo basta procurar por “e-Título” na loja de aplicativos do seu celular. Google Play para Android e App Store para sistemas IOS. A novidade possibilita que o eleitor tenha acesso aos seus dados, como número do Título de Eleitor, data de nascimento e a situação junto à Justiça Eleitoral. Caso o indivíduo já tenha realizado o cadastro de biometria, será possível visualizar a foto também. Vale ressaltar que o e-Título substitui o Título de Eleitor – se o cidadão já tiver feito o cadastramento biométrico junto à Justiça Eleitoral, a versão do aplicativo virá acompanhada da foto do eleitor, não sendo necessário levar nenhum outro documento na hora de votar. Caso o eleitor ainda não tenha feito o recadastramento biométrico, a versão do e-Título será baixada sem a foto. Nesse caso, o eleitor está obrigado a levar outro documento oficial com foto para se identificar ao mesário durante a eleição. Lembrando que o Título de Eleitor impresso continua valendo, mas ele exige a apresentação de um documento com foto, como RG ou carteira de motorista.

SIMULADOR DE VOTO

O TSE disponibiliza em seu site oficial um simulador de voto. A ferramenta é simples, basta acessar o site, escolher a opção de primeiro ou segundo turno, e iniciar o experimento. As telas que irão surgir são idênticas ao processo na urna eletrônica, porém, utiliza candidatos e partidos fictícios. O objetivo é treinar o eleitor para a sequência de votos e para a memorização da quantidade de dígitos. O link para acesso é http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018/simulador-de-votacao-na-urna-eletronica

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