Roberto Kawasaki - Dentre os casos mais comuns que são revolvidos por telefone, conforme Kusunoki, está o de desengasgamento de crianças

Foto: Roberto Kawasaki - Dentre os casos mais comuns que são revolvidos por telefone, conforme Kusunoki, está o de desengasgamento de crianças

MILITARES NA ESCUTA

Chamadas via Cobom ajudam a salvar vidas

Do outro lado da linha, existem equipes do Corpo de Bombeiros que atuam de maneira discreta nos primeiros procedimentos de socorro; de janeiro a julho, foram 63,5 mil atendimentos

  • 14/09/2019 10:56
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Reportagem Local

Muitos veem os bombeiros na ativa, fazendo o trabalho prático nas diversas ocorrências. No entanto, existe uma equipe específica que atua de maneira discreta e realiza os procedimentos por meio das chamadas telefônicas. De janeiro a julho desse ano, o 14º Grupamento de Bombeiros, localizado em Presidente Prudente, recebeu 63.520 chamados de emergência. A corporação estima que aproximadamente 60% dos fatos foram resolvidos pelo Cobom (Centro de Operações do Corpo de Bombeiros) por telefone.

Dentre os casos mais comuns que são revolvidos por telefone está o de desengasgamento de crianças, na maioria das vezes, pela ingestão de leite. Enquanto a viatura está a caminho, o bombeiro vai passando as orientações e o próprio familiar consegue resolver. “Quem liga está numa situação incomum, nervoso e com ansiedade alta. É preciso de sensibilidade para trazer a calma e tentar se colocar no lugar para aplicar os procedimentos técnicos para salvar a vida”, salienta o 1º tenente, PM Lucas Kusunoki.

Dependendo do grau da ocorrência, antes mesmo de a ligação ser finalizada, os carros já estão a caminho do endereço. “Ao ligar 193, é feita uma triagem para saber o tipo de ocorrência em específico, levantando o endereço, quantidade de vítimas para poder empenhar da melhor maneira possível o que tem de efetivo e logística”, explica Kusunoki. Depois disso, a ocorrência é repassada ao posto mais próximo para continuidade ao atendimento.

 

MILITARES PASSAM POR TREINAMENTO

Devido ao serviço ser considerado “estressante”, no Cobom, a escala é trabalhar duas horas e descansar 30 minutos. Para que os militares estejam aptos, eles passam por cursos de controle emocional, empatia, instruções sobre o tom da voz dentre outros. “O maior desafio é visualizar mentalmente o local para conseguir passar os procedimentos”, afirma a subtenente, Carla Cristina Martins da Silva Souza.

Para tanto, os militares do atendimento passam por treinamento que consiste em enxergar o local e prestar o apoio. Dentro de uma sala, as equipes se revezam em dois lados, com a porta fechada, e tentam se comunicar. Além desse exercício, diariamente os combatentes praticam o desengasgamento de crianças, o que garante “êxito através do telefone”, afirma a subtenente Carla.