Casos de insolação e desidratação crescem no verão

Prudente

| BEATRIZ DUARTE - Especial para O Imparcial

A chegada do verão requer a atenção da população em relação à hidratação diária do corpo. Segundo o médico clínico geral de Presidente Prudente, Joaquim Pereira de Pinho Júnior, nessa estação o índice de insolação e desidratação é maior por estes serem problemas relacionados diretamente ao calor.

O primeiro quadro se refere ao aquecimento do corpo causado pela exposição ao sol intenso por muitas horas. O problema afeta em maioria as crianças, pois nessa faixa etária elas possuem baixa imunidade e estão em fase de desenvolvimento. Caso não receba tratamento apropriado, o caso pode evoluir para uma febre intensa, além de consequências profundas ao sistema neurológico.

Já a desidratação ocorre devido à perda de líquido no corpo, com os casos mais frequentes em idosos. Isso se dá uma vez que, com a terceira idade, pessoas mais velhas não recebem mais os alertas de sede emitidos pelo cérebro. A desidratação pode causar problemas ao metabolismo e afetar o funcionamento de alguns órgãos, como coração e rins.

Provocada pela não ingestão de líquidos em quantidade suficiente e perda do que está armazenado, o quadro de desidratação é mais comum em pacientes que passam por muita exposição ao sol, pessoas que praticam exercícios em excesso em um clima quente e que possuem diabete.

 

O recomendável é procurar ajuda médica para ser identificado o grau de desidratação e insolação e, assim, o profissional indicar o melhor tratamento

Joaquim Pereira de Pinho Júnior,

MÉDICO CLÍNICO GERAL

 

Prevenção

Como forma de evitar ambos os casos, o especialista ressalta que o ideal é que as pessoas ingiram diariamente de dois a três litros de água. No verão, essa quantidade deve aumentar para quatro litros. No caso de insolação, o recomendável é evitar a exposição ao sol no período das 10h às 15h, que segundo o médico, é o momento de maior intensidade do calor. Para a desidratação, o recomendável é a ingestão de líquidos, como água, sucos e chás. Além disso, ele orienta para evitar longos períodos sem hidratação e a prática de exercícios de longa duração sob sol intenso.

Joaquim comenta que o comum é que, em casos de socorro ao próximo, haja o fornecimento de água para as pessoas com sintomas de insolação e desidratação, porém a medida requer cuidados, pois cada pessoa possui um tipo de quadro clínico. “O recomendável é procurar ajuda médica para ser identificado o grau de desidratação e insolação e, assim, o profissional indicar o melhor tratamento”, diz o clínico geral.

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