Carne Moída: versátil e econômica

  • 31/10/2018 05:35
  • Delícias & Delícias

A carne moída é um curinga na cozinha. É rápida, não exige muito tempo para ficar pronta – no máximo em 20 minutos você prepara um prato. Cozida com batatas, vagens, bacon, quiabo, temperadinha – não há quem resista. Se agregarmos a ela um bom molho de tomates vira uma bolonhesa que combina com vários tipos de macarrão, recheia lasanhas e cobre uma polenta. Cai bem, ainda com pimentões e berinjelas, na forma de hambúrguer, como escondidinho, kafta, quibe de forno ou rocambole.

Esse tipo de carne requer cuidados redobrados na compra, no armazenamento e no preparo. O primeiro abrange as condições de higiene do açougue e das gôndolas dos supermercados. O segundo é a higiene do manipulador: muitas vezes, as luvas estão mais contaminadas do que a mão do açougueiro, por isso têm que ser trocadas sempre. Uniformes limpos e brancos e uma touca na cabeça também não fazem mal a ninguém.

A forma como a carne é armazenada e refrigerada pode ser uma virtual armadilha. A fiscalização, por lei, afirma que a temperatura deve ter 4 graus C a menos, o que muitas vezes é ignorado. Também devemos estar atentos ao fato de que a carne moída pode ser resultado de retalhos que são deixados de lado e depois vão para a máquina de moer. Essa é a carne com maior vulnerabilidade à contaminação por bactérias, porque é muito manipulada, permanece em temperatura ambiente por bastante tempo e sua superfície, após moída, fica mais exposta ao ar.

Então, olho vivo na hora da compra!

Sempre que for comprar carne moída, escolha uma peça para moer na hora. Tome cuidado com os retalhos que ficam em cima da mesa do açougueiro.

As bandejinhas nas gôndolas do supermercado nem sempre são de carnes frescas. Elas podem ser de um ou dois dias e estar a meio caminho de serem descartadas.

Evite carne moída com muito teor de gordura. Além da fraldinha e da picanha, cuja gordura faz parte da carne e que são indicadas para hambúrgueres, músculo, acém, coxão-duro e paleta, segundo a Vigilância Sanitária , não devem ter mais do que 15% de gordura.

Quando for às compras, deixe a carne por último, assim você evita ficar transitando com ela no supermercado por muito tempo. O ideal é comprar o alimento e prepará-lo no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte, mantendo-o sempre refrigerado.

 

Rocambole de Carne Moída

 

Ingredientes: 1 quilo de carne moída duas vezes (patinho, alcatra ou paleta), 1 envelope de sopa de cebola, 60g. de parmesão ralado, 1 colher (sopa) de mostarda, 1 colher (sopa) de maionese, 200g. de presunto cozido fatiado, 100g. de mussarela, 100g. de azeitonas pretas fatiadas, 1 colher (sopa) de molho inglês, 60g. de tomates secos picados, 1 colher (café) de noz moscada ralada, 6 fatias de bacon,  1 colher (café) de sal, pimenta-do-reino a gosto.

 

Preparo: Numa tigela, misture a carne com o creme de cebola, a noz moscada, o molho inglês, a mostarda, a maionese, o sal, o parmesão e a pimenta-do-reino. Misture bem com as mãos bem lavadas, até agregar os ingredientes. Abra uma folha de papel alumínio grande na mesa, passe azeite ou manteiga e abra a massa de carne, formando um retângulo com 2cm. de espessura. Sobre ele coloque o presunto, a mussarela, os tomates secos e as azeitonas, tomando o cuidado para distribuir os ingredientes por toda a extensão. Com cuidado, enrole a carne como um rocambole e aperte delicadamente para ajustar, inclusive nas pontas. Retire o papel alumínio e coloque a carne em assadeira untada com azeite e disponha sobre ela o bacon fatiado. Cubra com papel alumínio, sem pressionar e leve ao forno preaquecido a 200 graus C por 25 minutos. Retire o papel e deixe dourar por mais 20 minutos. E está pronto para servir.    

 

 

NUTRIÇÃO

 

Na medida certa

O sódio é essencial para manter o bom funcionamento do organismo e a pressão arterial normal. A deficiência dele pode provocar fraqueza, apatia, cefaleia, hipotensão, taquicardia e alucinações.

Se a falta acarreta prejuízos, o consumo abusivo também é sinônimo de perigo para a saúde. O excesso pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e suas complicações, agravar problemas renais, etc.

O mineral está presente em quase todos os alimentos e muitas pessoas desconhecem esse fato. Produtos como pão francês, embutidos e queijos são alguns dos exemplos. Não precisamos eliminar produtos industrializados da alimentação para reduzir a quantidade de sódio. Todos os alimentos devem fazer parte de uma dieta balanceada, desde que haja equilíbrio. Portanto, o mais importante é olhar sempre o rótulo e considerar o quanto será consumido do alimento e a respectiva quantidade de sódio.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Sociedade Brasileira de Hipertensão recomendam o consumo máximo de 5g. de sal – aproximadamente 2 g. de sódio – por dia. A boa notícia é que há, sim, alternativas naturais e práticas que garantem o sabor sem ser preciso abusar do saleiro. Caprichar nos temperos e nas ervas aromáticas é uma das mais recomendadas. Alecrim, salsa, cebola, alho e ervas ajudam a diminuir a quantidade de sal consumida.

 

Mito ou Verdade?

Em meio a tanta informação e polêmica, é inevitável que alguns mitos se perpetuem e acabem nos confundindo sobre os reais benefícios ou malefícios do sódio.

Sal e sódio são a mesma coisa? Mito: O sódio é apenas um dos componentes do sal de cozinha (cloreto de sódio), a maior fonte do mineral na alimentação. O sódio corresponde a cerca de 40% da composição do sal, mas também aparece naturalmente em vários alimentos.

Doces não contêm sódio? Mito: Praticamente todos os alimentos têm alguma quantidade de sódio. É importante considerar que dos 5g. de sal recomendadas diariamente para consumo, cerca de 2g. estão naturalmente presentes nos alimentos.

Rótulos devem indicar a quantidade de sódio? Verdade: É obrigatório constar nos rótulos dos alimentos a quantidade de sódio. Utilizado como ingrediente em preparações, incluindo caldos e temperos, é preciso considerar que a quantidade consumida será menor, pois eles serão diluídos. Calcule portanto a quantidade que você irá ingerir.

Frutas também contêm sódio? Verdade: Muitas pessoas não sabem, mas algumas frutas contêm sódio naturalmente, como é o caso da ameixa, da uva seca, do figo seco e do damasco seco.

Devo cortar o sódio do meu cardápio? Mito: É importante consumir sódio diariamente, pois sua falta no organismo pode causar apatia, fraqueza, cefaleia, hipotensão, taquicardias e alucinações. Porém, é importante considerar que o sódio está naturalmente nos alimentos e que devemos reduzir a quantidade ingerida conforme recomendação do seu médico ou nutricionista. 

 

 

 

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Beth Barreto, nutricionista, às quartas-feiras, traz receitas culinárias, além de informações para uma alimentação balanceada e nutritiva.

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