Em 2017 Captação líquida da poupança tem saldo positivo de R$ 114 mi

 12/01/2018  - ANNE ABE - Especial para O Imparcial

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O ano de 2017 terminou com o saldo de captação líquida positivo de R$ 114 milhões, conforme informado pela Superintendência Regional da CEF (Caixa Econômica Federal) de Presidente Prudente, que abrange 107 municípios. O órgão explana que o número se trata da diferença entre os depósitos e os saques, ou seja, durante o ano anterior, a população guardou mais dinheiro do que retirou.

No ano anterior, o cenário era outro, haja vista que a captação líquida terminou negativa, com R$ 34,1 milhões. A Caixa atribui esta melhora aos indícios de recuperação da economia brasileira, a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) inativo e a remuneração atrativa da poupança frente a outras aplicações, com a queda da taxa básica de juros, a Selic.

Em complemento, a instituição informou que a quantidade de contas também aumentou 8,36%, saltando de 605.703, em 2016, para 656.392 em 2017. Com relação às cadernetas de poupança, o educador financeiro Moisés Martins, explica que não se trata de um investimento, mas sim, uma parcialização do dinheiro, com a vantagem de que possui uma liquidez imediata, haja vista que o recurso pode ser retirado a todo o momento.

Com os diversos impostos no começo do ano, o educador indica que as poupanças são as melhores opções para liquidar as contas, sem se endividar. “A poupança gera 6% todo ano e qualquer empréstimo é de, no mínimo, 6% ao mês de juros. Não é interessante procurar empréstimos para pagar impostos, porque juros são maiores. Então, se tem dinheiro em caderneta de poupança, o melhor é sacar para efetuar o pagamento”, indica.

O profissional complementa dizendo que os cartões de crédito atribuem 12% e cheque especial é 10% ao mês. Nesse sentido, é preciso estabelecer as prioridades e liquidá-las, após isso, o excedente é destinado à poupança. “O indicado é pagar tudo aquilo que a taxa de juros é maior, como cartão de credito e cheque especial, que devem ser usados em momentos de emergência. Se não der para cobrir tudo, procure um credor e faça uma negociação, mas em último caso. Quanto mais liquidar, melhor”.

Dentre as prioridades, o educador financeiro lista o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores); IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que ainda pode ser dividido; transporte e material escolar; e contas que restaram de novembro e dezembro. “Veja o que é necessário, o que não pode ficar sem. Conhecendo as despesas e sabendo qual consegue negociar, já é um planejamento adequado para qualquer cidadão”, pontua.

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