Patologia

Câncer é 2ª maior causa de mortalidade infantil

Marcio Oliveira - Danielle, pediatra: leucemia é o tipo mais comum de câncer em crianças Marcio Oliveira - Danielle, pediatra: leucemia é o tipo mais comum de câncer em crianças

A mortalidade infantil por câncer reduziu 13% no país, segundo levantamento realizado pelo Ministério da Saúde. Entre crianças de 0 a 14 anos, o número caiu de 2.222 casos para 1.924, entre 2006 a 2016, e conforme a médica pediatra Danielle Honorato Torelli, de Presidente Prudente, existem aproximadamente 12 mil casos novos por ano no Brasil. De acordo com ela, o câncer infantil atinge 8% do público infanto-juvenil de 0 a 19 anos e é a segunda causa de morte mais recorrente para esta faixa etária, depois da violência contra crianças.

A especialista explica que existem muitos tipos de câncer infantil, entretanto os mais recorrentes são as leucemias: tumores de sistema nervoso central e linfomas. Mas também há outros tumores mais específicos, que podem surgir com menor frequência em crianças, como nos rins e musculares. A maior dificuldade, segundo ela, para enfrentar o câncer, sobretudo, é conseguir um diagnóstico precoce e fazer com que a população tenha conhecimento específico e não confunda com sintomas de doenças habituais.

A leucemia é um câncer que compromete as células do sangue e se manifesta por sintomas como sangramento, palidez, aparecimento de machas arroxeadas no corpo, pintinhas vermelhas no corpo, perda de peso e febre. Já os tumores de sistema central vêm com aparecimento de dor de cabeça, vômito alteração para andar, despertar noturno com dores, alterações visuais e alterações de equilíbrio. Os linfomas são os tumores que comprometem o sistema linfático e os sintomas são: aparecimento de ínguas que surgem no pescoço, axila e virilha, febre, perda de peso e tosse além do cansaço. 

As chances de cura são de 80% mas isso só é possível com o diagnostico precoce. “O importante é identificar a doença rapidamente e fazer o tratamento de forma adequada. A taxa de cura é grande dependendo do tipo de tumor.” Para tratar a patologia, as indicações são quimioterapia e radioterapia em alguns casos somente a radioterapia é necessário.

Quando uma pessoa está com câncer, sua família recebe um acompanhamento multidisciplinar por psicólogos, nutricionistas, dentistas e assistentes sociais. “Tratamos a doença e devolvemos um respaldo para o paciente e buscamos recuperar os danos psicológicos”, afirma a especialista acrescentando que todo tratamento é difícil e que família fica sensível com a situação, de modo que cuidar do emocional também é preciso.

SAIBA MAIS

Existe um tipo de câncer ocular chamado retinoblastoma, que começa na parte de trás do olho e se dá principalmente em crianças. Ele pode ser notado no momento em que é tirada uma foto e há uma diferença no brilho do olho. As alterações visuais podem ser confundidas com problemas de visão e como não é tão comum que crianças tenham atendimento oftalmológico, isso pode atrasar o diagnostico de acordo com a médica pediatra Danielle Honorato Torelli.