HANDEBOL

Campeã pan-americana promove bate-papo com atletas

Atual representante do Blumenau, Amanda Caetano conta sua história, incentiva atletas e apoia esporte com educação

JULHIA MARQUETI - Especial para O Imparcial • 02/08/2018 04:55:00

Amanda Caetano, campeã pan americana falou sobre sua carreira na modalidade. Foto: Marcio Oliveira

O treino da tarde de ontem do grupo feminino de handebol do Instituto Edespp contou com uma participação especial. No Ginásio do PUM (Parque de Uso Múltiplo), local acostumado a ver rostos novos se dedicando a modalidade, uma atleta experiente esteve presente para conversar com o grupo de aproximadamente 10 atletas. Campeã pela Seleção Brasileira de Handebol pelo Pan-Americano do ano passado, Amanda Caetano, que leva o esporte como paixão, destacou a importância disso em sua vida e em sua formação.

Buscando incentivar quem ainda tem dúvida e mostrando que nada é impossível, a jogadora de 31 anos pode relembrar seu tempo de iniciante da modalidade ao ver o grupo em treinamento. “Quando eu olho o grupo treinando, começando, eu me vejo nelas. Primeiro aquele amor pelo esporte, de treinar com afinco, por isso, sempre busco passar a mensagem de que não é impossível chegar a seleção brasileira. Se você pensar que é impossível, você nunca vai chegar”, destacou a atleta, ao comparar o local de treino das prudentinas com o que era o seu, quando iniciou. “Eu treinava numa quadra de cimento, se caísse me machucava inteira”, contou.

Destacando a importância de se pensar positivo, Amanda cita motivos para que todas que hoje treinam no ginásio do PUM possam se sentir mais incentivadas a continuar. “Saí de uma cidade pequena, Ilha Solteira (SP), que tem 20 mil habitantes, e eu pensava que nunca teria oportunidade, mas ela chega. E isso não só no esporte, na vida. Se você agarrar com unhas e dentes você vai conquistar, porque chegar num grande clube é apenas uma premiação daquilo que você fez”, enfatizou a atleta. 

Para Amanda, o fato de praticar esporte não faz com que o atleta fique a margem da sociedade e não se dedique a outros pontos importantes, como os estudos. “Esporte não é para a vida toda, lembro que falava para as minhas amigas, que tiveram a oportunidade de estudar também, que não poderiam deixar a oportunidade passar, porque, como toda carreira, tem um começo e um fim”, destaca. Colocando como ponto principal o fato de usar tudo o que o esporte pode proporcionar, inclusive a possibilidade de ingressar no ensino superior. “Me deu muitas oportunidades, por exemplo a de estudar, oportunidade que talvez eu não teria tido, porque muitas vezes pagar uma faculdade é inviável  e o esporte muitas vezes possibilita isso”.

Além disso, comenta que dizer que os treinos não deixam que sobre tempo para outras atividades, é assunto “balela”. “Temos que nos preparar para a vida, então conciliar os estudos, e aquela desculpa de falta de tempo é mentira, a gente sempre consegue tempo se organizando. É muito importante na formação, então temos que nos preparar”, enfatizou.

 

Lado pessoal

Atualmente, Amanda representa o time de Blumenau (SC), após passar por outras duas equipes, Santo André e São Caetano. Mas, como sempre gosta de enfatizar, que o esporte contribuiu muito para sua vida fora das quadras também. “O esporte me formou como pessoa, então eu tenho muito a agradecer o que o ele me proporcionou. Ser uma ótima atleta, conseguir meus sonhos, que primeiramente foi estar num grande clube e depois estar na seleção brasileira, que é muito legal, mas ele também conseguiu me transformar numa grande pessoa preparada para a vida. Posso dizer que é a minha vida! Porque tudo o que conquistei como pessoa, minha casa, meu carro, meus estudos, tudo isso é fruto do esporte, tudo isso eu posso dizer que é fruto do meu trabalho”, conta.

 

Incentivo

Para o treinador do grupo feminino, Péricles Junior, ter a jogadora no treino, dando a oportunidade de bate-papo com as jovens atletas, foi gratificante. “Ter a presença de uma jogadora que ainda está em atividade, que começou como as meninas, no interior, que teve oportunidade em grandes clubes e na seleção, além de ser muito gratificante é uma experiência válida para as meninas como oportunidade delas saberem como acontecem as coisas, como é o esporte na vida dela, as oportunidades que o esporte proporcionou e o que ela conseguiu conquistar até hoje e ainda vem conquistando”, destaca.

Para o grupo recém-campeão dos Jogos Regionais, o objetivo para o segundo semestre é apenas um: A Copa São Paulo. Sendo assim, com o incentivo da jogadora de seleção, os treinos continuaram fortes. “O sub-16 é a nossa prioridade. O grupo é o mesmo, mas as meninas que não conseguiram jogar os regionais por causa da idade, então a gente tem um reforço, e temos tudo para dar certo para a competição que tem um nível diferente, porque quem é federado também pode jogar. Mas estamos nos preparando bem para o restante do ano”, pontuou.

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