Paulo Miguel - Produção da cooperativa vai, aos poucos, retornando à intensidade anterior

Foto: Paulo Miguel - Produção da cooperativa vai, aos poucos, retornando à intensidade anterior

RECICLÁVEIS

Cai pela metade faturamento da Cooperlix

Mais de um ano após o incêndio que destruiu o antigo barracão, cooperativa sofre seus efeitos, arrecadando no mês metade do valor anterior

  • 03/10/2019 04:01
  • MARCO VINICIUS ROPELLI - Especial para O Imparcial

Primeiro a coleta, no chamado porta a porta. Depois é levado ao barracão, onde, em esteiras, é por cooperados separado. Em seguida é prensado e segue para comercialização. Este é o caminho responsável por destinar corretamente o lixo reciclável, trabalho realizado pela Cooperlix (Cooperativa de Trabalhadores de Produtos Recicláveis) em Presidente Prudente, representada por seus 90 cooperados.

Há pouco mais de um ano, em julho de 2018, a antiga sede da Cooperlix foi destruída por um incêndio. Até os dias atuais, explica o presidente da cooperativa, Diego Victor Lopes dos Santos, 26 anos, a empresa comunitária busca se reconstruir. Mensalmente, em média, a Cooperlix arrecada cerca de R$ 30 mil, por volta da metade de antes do incidente. A proporção se repete com a média mensal de arrecadação de materiais recicláveis, hoje, por volta das 220 toneladas.

Diego salienta os dois pilares que os fazem continuar firmes e fortes no trabalho: a questão social e ambiental. “A importância é geração de emprego e renda. Os cooperados são pessoas que saíram do lixão. São mais de 90 famílias que vivem desse trabalho. Além disso, na parte ambiental, eles ajudam a manter a cidade mais limpa, na saúde pública, evitando focos de dengue, a aumentar a vida útil do aterro e a não contaminação dos lençóis freáticos”, destaca.

OTIMISMO CONTINUA,

MESMO COM DIFICULDADES

Voltar a ser como era antes é algo gradativo, enfatiza o presidente, mas todos os cooperados estão bastante esperançosos. Atualmente, eles operam com oito caminhões, duas esteiras e, recentemente, chegaram à cooperativa duas prensas, além de outras duas que já possuem.

Mesmo diante dessas dificuldades, Diego garante que, visando manter a boa imagem da Cooperlix no mercado, todas as contas são pagas com rigor. Ele reitera que a Prefeitura também cumpre suas obrigações com o repasse de verbas com total regularidade.

Para o futuro, Diego vislumbra a utilização da tecnologia no auxílio das atividades. Ele pensa em algum aplicativo que possa sistematizar a coleta e melhorar os trabalhos. Mas, para que o sistema funcione perfeitamente, ressalta que ainda são necessário mais caminhões para a criação de um programa específico, tornando o trabalho mais dinâmico. De qualquer modo, Diego afirma que a grande maioria dos bairros prudentinos é atendida pela coleta de materiais recicláveis, e a pretensão, com apoio da Prefeitura, é torná-la integral.

Um suplício aos munícipes: “A separação do lixo deve ser feita com cuidado. Lixo orgânico contamina os recicláveis que precisam, nessas ocasiões, serem descartados”, ressalta o representante da cooperativa.

COLETA DE ÓLEO

Outra atividade que a cooperativa realiza é a coleta e venda de óleo usado. Os restos são utilizados para produção de sabão, detergente, ração para aves, biodiesel, e o melhor, a ação ajuda a evitar a poluição causada pelo descarte irregular. A Cooperlix dá orientações sobre o recolhimento do óleo, pede que a população guarde em garrafas pet ou de produtos de limpeza, que não costumam vazar e nem quebrar, pois, caso derrame, o produto também contamina a reciclagem e causa alguns prejuízos.