ARGENTINA

Buenos Aires ainda mantém seu charme

A cidade mais europeia da América Latina, considerada por muitos uma “mini Paris”, não perde seu encanto

  • 29/09/2019 06:30
  • SINOMAR CALMONA - Reportagem Especial

O bairro da Recoleta, o Caminito, a Galeria Pacífico, a feira de San Telmo, Puerto Madero, os cafés, os shoppings e as danceterias, são pontos de referência da cidade que surgiu de um povoado fundado pelos espanhóis em 1536.

Buenos Aires conserva ainda hoje uma certa boemia que atrai os visitantes, aquilo que talvez seja a essência da alma portenha. Cidade plana, o que estimula a andar, é fácil de conhecê-la. Basta ter um mapa na mão – que você encontra nas recepções de hotéis, ou pode adquiri-lo em uma banca de revista.

Talvez pareça tétrico, mas até mesmo visita a cemitério deve entrar no roteiro turístico de Buenos Aires. O da Recoleta, por exemplo, é um grande museu a céu aberto. As obras de arte e a suntuosidade das capelas mortuárias impressionam. Mate a curiosidade conhecendo o túmulo de Evita Peron, mito até hoje cultuado pelos argentinos. Depois de seu cadáver ter sido roubado algumas vezes, perdendo-se pelo mundo (posteriormente encontrado num cemitério italiano e devolvido para a Argentina) descansa em paz no jazigo da família Duarte, a qual ela pertencia. As romarias ao túmulo de Evita são constantes, principalmente aos domingos.

E é nas imediações do cemitério da Recoleta que está o maior agito. Bares e cafés sofisticados com mesas nas calçadas, restaurantes e danceterias badaladas fazem parte do cenário. É a região das praças com grandes figueiras e dos artistas de rua, e também da feira de artesanato dos fins de semana e atrai muita gente.

Já a dica valiosa para quem gosta de antiguidade é o bairro de San Telmo, com suas lojas e galerias com objetos de tirar o fôlego. Para compra de artigos de couro, a melhor feira é a dos fins de semana na Plaza Itália, no bairro de Palermo, que também oferece livros usados.

E quem vai a Buenos Aires e não vai a uma casa de tango é como ir ao Rio de Janeiro e não conhecer o Cristo Redentor ou Copacabana. As casas de tango são muitas. Todas elas mostram a dança no palco e algumas incluem, no ingresso, o jantar e o vinho. Entre as mais famosas estão a Tango Mio – capacidade para 1.500 pessoas, ingresso a US$ 45; e La Ventana – 500 lugares e ingresso a US$ 40. A Tango Mio é agradável, mas hoje já não está tão autêntica. Virou show da Broadway. Até cavalo enfeitado entra em cena. Mas a apoteose com a música Evita, executada e cantada por todos os integrantes da trupe, deixa o público arrepiado.

 

Legendas

 

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Símbolo de Buenos Aires, o obelisco foi construído para comemorar o quarto centenário da Cidade

Fotos: Sinomar Calmona

 

 

 

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Casa Rosada, centro do poder, na célebre Plaza de Mayo, no coração da capital argentina

 

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Teatro Colón, considerado um dos cinco melhores teatros do mundo

 

 

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“Mini Paris”

 

Bairro Caminito, um dos

cartões postais da cidade

 

SINOMAR CALMONA

 

Considerada por muitos uma “mini Paris”, a capital argentina seduz com a sua arquitetura europeia e bem planejada. O bairro da Recoleta, o Caminito, a Galeria Pacífico, a feira de San Telmo, Puerto Madero, os cafés, os shoppings e as danceterias, são pontos de referência da cidade que surgiu de um povoado fundado pelos espanhóis em 1536.

Buenos Aires conserva ainda hoje uma certa boemia que atrai os visitantes, aquilo que talvez seja a essência da alma portenha. Cidade plana, o que estimula a andar, é fácil de conhecê-la. Basta ter um mapa na mão – que você encontra nas recepções de hotéis, ou pode adquiri-lo em uma banca de revista.

Um dos lugares imperdíveis é o Caminito, no bairro La Boca.  Simpático, iluminado, alto astral. A região próxima ao porto abriga as famosas casas coloridas construídas com chapas de zinco e madeira. A tradição das cores iniciou-se com o pintor ítalo-argentino Benito Quinquela Martín, nome quase santificado no bairro.

No éden Caminito, a arte é efervescente. Há artesanato, telas de artistas locais e que vendem, por 10 pesos ou 30 pesos, quadros originais que podem servir de lembrança do local.

Lá também há dançarinos de tango pelas ruas e performers que fazem estátua viva para divertir o público. Há músicos e uma espécie de display de madeira conhecidíssimo dos turistas, que podem simular que estão dançando tango na hora de fotografar. Casas como a El Viejo Almacén, em San Telmo, oferecem um menu requintado, regado a bom vinho, antes do seu show de bailarinos e cantores.