Viagem no tempo

Brincadeira de criança é tema do Sarau Solidário desta noite

“Amarelinha – brincando da terra ao céu” faz um convite a toda população para uma viagem no tempo em que a regra era ter amigos; evento ocorre no Centro Cultural Matarazzo

OSLAINE SILVA - Da Redação • 20/10/2018 05:48:00

Redescobrir que, da terra ao céu, só há uma lei: ser feliz. “Amarelinha – brincando da terra ao céu”! Este é o tema do Sarau Solidário de hoje, às 19h30, no Centro Cultural Matarazzo, promovido pela APE (Associação Prudentina de Escritores) que convida os amigos para uma viagem no tempo em que a regra era ter amigos.

“Sim, o mês de outubro traz leveza como tema em nosso sarau. Brincadeiras de criança [ditas lá de antigamente] aliviam nossa alma, abrem nossos corações, sorrimos. Isto parece simples e é: essa simplicidade deve ser a tônica do nosso dia a dia!”, exclama o presidente da associação Carlos Francisco Freixo.

Segundo o professor poeta, quando vemos uma criança brincando, notamos que com sua imaginação ela consegue resolver vários tipos de situações: uma pedrinha e o mundo se transforma em amarelinha, ou alguns colegas em fuga para ver quem pega quem.

 

“No ato de brincar a criança trabalha o desenvolvimento emocional, social e cognitivo. Essas brincadeiras, como a amarelinha, trazem benefícios inesgotáveis e não podemos dispensá-las”

Carlos Francisco Freixo

Presidente da APE

“No ato de brincar a criança trabalha o desenvolvimento emocional, social e cognitivo. Parece que para nós, viventes dos dias de hoje, não temos tanto tempo para isso. Mas essas brincadeiras, como a amarelinha, trazem benefícios inesgotáveis e não podemos dispensá-las. Outras possibilidades surgem [joguinhos eletrônicos], sem problema se for mais uma possibilidade de convivermos, de nos relacionarmos, de nos descobrirmos”, enfatiza ele que além de professor que tem convívio diário com crianças, em casa é pai e avô.

Conforme Freixo, essa experiência de brincar, de contar histórias, de vivenciarmos momentos é a proposta do sarau desta noite, do perder e ganhar, cooperar, recomeçar, reconstruir as brincadeiras. “Antigamente era tudo bom, mas hoje também é, também brincamos, interagimos, nos comunicamos. Quando falam que hoje não se faz isso, enganam-se: fazemos. E o prazer de brincar é o mesmo, para todas as idades”, admite o presidente.

Neste encontro, os fiéis participantes do sarau, escritores, poetas, compositores, dançarinos, atores, cantores, artesãos, entre outros artistas terão a companhia do Cellij (Centro de Estudos de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil), da FCT/Unesp (Faculdades de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) campus de Presidente Prudente.

“Vamos brincar. Enquanto é tempo”, convida Freixo.

 

Mais de uma década

De acordo com Freixo, toda essa história de encontros entre artistas em saraus iniciou lá em 2004! Um tipo de movimento da literatura mais constante na cidade começava um novo capítulo ali. Conforme o escritor explicou há algum tempo por iniciativa da Biblioteca Municipal de Presidente Prudente vinculada à Secult (Secretaria Municipal de Cultura) iniciava-se o Encontro com a Poesia, e até hoje nota-se a permanência dessa iniciativa abrindo espaços para encontros com escritores da cidade e por vezes de outros municípios vizinhos também.

O ano de 2007 passa a ser uma data marcante para o grupo, pois o desejo de se organizarem toma corpo e, por iniciativa dos escritores a APE é efetivada e uma movimentação mais intensa ocorre. Segundo Freixo, como a labuta do escritor parece ser um trabalho solitário por sua necessidade de se informar, buscar conhecimentos e referências de toda a literatura desenvolvida, mais a imperiosa percepção da época em que estão atualmente, esses encontros permitiram levantar temas, criar possibilidades, trocar experiências...

Mas ainda permanecia na turma alguns questionamentos, como por exemplo: como apresentar estes trabalhos? Como levar até o público toda esta literatura que tem amadurecido e como conciliar tantas vertentes com tantos olhares que se faz em nossa cidade?

“O caminho foi a criação do Sarau Solidário-APE, onde os escritores e artistas de outras áreas têm até hoje possibilidades de apresentar e interagir com todos os participantes. E aqui estamos lutando sempre para melhores encontros a cada nova edição”, frisa o escritor.

 

 

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