Black Fraude

  • 30/11/2019 04:11
  • Walter Vicioni Gonçalves

Segundo o site “O Globo”, 300 golpes pela internet são registrados diariamente. Este número tende a crescer ainda mais com a Black Friday, Black Week e Black Novembro, que movimentam cerca de R$ 3,15 bilhões no país, segundo a Infomoney. Promoções e liquidações como estas são grandes oportunidades para o consumidor economizar e para os comerciantes revigorar o fluxo financeiro da empresa. No entanto, é preciso ter atenção e cuidado para não cair em golpes da Black Fraude.

O movimento já manjado “tudo pela metade do dobro do preço” ainda é usado. Algumas empresas - sabendo que o produto entrará em promoção em breve - chegam até dobrar os preços e, na promoção, os baixam de forma artificial. Na verdade, o valor continua o mesmo, senão até mais caro que antes. Somam-se a este fato sites fraudulentos que copiam a aparência de empresas oficiais, como Americanas, Casas Bahia, entre outros. Links como estes, são falsos: black-friday-americanas.cf, casaasbahia.com.br, americanass.com.br.

É importante observar se o valor no carrinho de compras é o mesmo anunciado no produto e se o frete não está desproporcional

A empresa de segurança Kaspersky orienta para duvidar sempre dos links que chegam prontos pra você através de redes sociais, emails e WhatsApp. O ideal é identificar qual empresa supostamente faz a promoção, ir no site de busca e acessar por lá. Uma outra forma é utilizar serviços disponíveis na internet: o Procon, por exemplo, já catalogou 307 sites fraudulentos, que estão disponíveis para consulta no site da instituição. Outra dica é utilizar sites que monitoram os preços, como “bom de faro”, “buscapé” e outros, eles direcionam para os sites oficiais, além de fazer a comparação de preço e mostrar o histórico dos preços praticados pela empresa. Isto evita cair em sites fraudulentos e também no conto do vigário da “metade do preço”.

Mesmo tomando esses cuidados, é importante observar se o valor no carrinho de compras é o mesmo anunciado no produto e se o frete não está desproporcional. O código de barras do boleto gerado pelos bancos tem padrões e o começo do código é sempre igual para cada instituição, fique de olho. Tomando estes cuidados, o risco de transformar as compras Black em Black Fraude é bem menor.

 

 

 

Walter Vicioni Gonçalves

Walter Vicioni Gonçalves

Walter Vicioni Gonçalves é diretor estadual do Senai e superintendente estadual do SESI do Estado de São Paulo

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