Arquivo - Entre 70 e 80 produtores dividem a produção de batata-doce no EDR de PP

Foto: Arquivo - Entre 70 e 80 produtores dividem a produção de batata-doce no EDR de PP

800 HECTARES

Batata-doce dispara como a principal cultura do EDR de Prudente

Por ano, são produzidos cerca de 13,6 mil toneladas do tubérculo; gado e cana-de-açúcar ainda detém maior fatia no quesito econômico

  • 04/05/2019 04:21
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

Há pelo menos uma década a batata-doce tem se estabelecido na região de Presidente Prudente, em uma trajetória que, hoje, lhe garante o posto de principal cultura produzida na região. Os próprios números do EDR (Escritório de Desenvolvimento Rural) de Prudente provam isso, ao mostrar que a produção detém cerca de 800 ha (hectares) - nas cidades que compõem o escritório -, divididos entre, pelo menos, 70 a 80 produtores. O número é ainda maior, anualmente, se pensar na quantidade que é gerada: em média 13,6 mil t (toneladas) de batata-doce.

Isso porque, de acordo com o engenheiro agrônomo do EDR, Geraldo Rocha de Arruda Neto, a cultura mostrou boa adaptação à região ao longo dos anos, principalmente por conta do solo arenoso, uma vez que o argiloso não apresenta boas condições. “Nessa década a cultura vem mostrando sua força e se estabelecendo. Com isso, os produtores da região acabaram se adaptando, investindo mais, aumentando a tecnologia e lidando com a produção para obter mais lucros”, conta.

E a ideia, com base nesse desempenho regional, “é transformar a região como a capital da batata-doce, mas no sentido de atrair os investimentos”, afirma Geraldo. É que, segundo o engenheiro, por mais que a cultura seja bem explorada, o consumo ainda é sumariamente externo, no qual boa parte da produção é encaminhada para locais que possuem fábricas especializadas no tratamento, como Valinhos (SP) e Suzano (SP).

Ele cita ainda que o cultivo de verduras também tem crescido na região, porém, como necessita de uma área menor para tanto, a comparação com outras culturas, como a própria batata-doce, chega a ser “injusta”.

Linha do tempo

O fato de a batata-doce ser a principal cultura hoje, também tem a ver com o período histórico vivido. À reportagem, Geraldo lembra ainda que em outros tempos, outras culturas eram o carro-chefe. “Tivemos ciclos, e eles vão se encerrando e dando novos lugares. O algodão já teve uma boa performance, acostumávamos até chamá-lo de ouro branco. A menta também teve muita importância. E a mamona, se pensarmos na época das guerras, década de 1940”, considera.

Pastagem e cana

Mas de todo modo, o gado e a cana-de-açúcar estão à frente da liderança econômica agropecuária regional, segundo números do EDR. Tanto que, ambos concentram a maior quantidade de hectares. São 30 mil ha de pastagem, a maior área, destinado à bovinocultura, com 1,2 mil produtores, e 5,1 mil ha de cana, reservado para um único produtor: a Usina Alto Alegre.

“Precisa de muito espaço para o gado e a cana-de-açúcar, como reflexo de todo o Estado, que também agrega essas culturas como a principal atividade econômica agropecuária, praticamente”, comenta Geraldo. Ele não deixa de citar que a região de Prudente foi a última a acompanhar as demais, no que tange ao manejo e cultivo da cana.

 

NÚMEROS

 

800

Quantidade de hectares de batata-doce no EDR

13,6 mil

Número de toneladas produzidas por ano

10 anos

Tempo, em médio, para a consolidação da cultura

31 mil

Hectares de pastagem, principal na região