Baixa cobertura vacinal coloca PP em alerta contra o sarampo

  • 06/09/2019 00:31

Mais uma semana e os novos casos de sarampo voltam a ganhar as páginas deste diário e também deste espaço, na tentativa de chamar a atenção da população para a gravidade da doença e do alto poder de contágio.

Conforme matéria divulgada na edição de ontem, mais três registros foram confirmados quarta-feira em Presidente Prudente, sendo dois deles autóctones, ou seja, contraídos no próprio município. O vírus realmente está circulando por aqui.

Além destes dois casos, que se referem a duas mulheres, de 24 e 26 anos, residentes na Vila Liberdade e no Jardim Itaipu, respectivamente, ocorreu também a primeira incidência em uma criança: uma menina de 1 ano e 11 meses, moradora do Residencial Anita Tiezzi que, acredite, não estava imunizada contra a doença.

Como vem sendo divulgado constantemente em todo o país, a primeira dose da vacina contra o sarampo deve ser tomada com 12 meses e a segunda com 15 meses. Com os casos de surto, a recomendação do Ministério da Saúde é que ocorra a partir dos 6 meses. Enquanto muitos pais preocupados com a situação correm aos postos, tentando imunizar seu pequeno antes mesmo da idade mínima, outros não sabem, sequer, onde está a caderneta de vacina.

É inadmissível que, em uma situação como essa - no Brasil, casos de sarampo chegam a 2.753, nos últimos 90 dias, com quarto mortes (três delas são crianças menores de 1 ano) -, ainda existam pessoas que deixem de se proteger ou até mesmo de imunizar seu filho, que depende exclusivamente de alguém para levá-lo ao posto de saúde.

Com campanha ou sem campanha, a cobertura vacinal na cidade, seja contra o sarampo, a gripe, ou qualquer outra doença, sempre fica abaixo do esperado. Para se atingir a meta e, quando atinge, lá se vão dias de divulgação, prazos prorrogados e inúmeros casos já confirmados. Vai esperar o quê? A vacina é a única forma de prevenção... só assim poderemos interromper sua transmissão e, quem sabe, novamente, manter o vírus longe...