Atear fogo em mato seco e em lixo causa danos ambientais e à saúde

30/06/2018 06:00:00

Entre os legados deixados pelos índios, um deles reflete em enormes prejuízos até hoje: as terríveis queimadas. Com grande frequência este diário noticia casos de incêndios, muitas vezes, criminosos, que acabam por destruir a flora e prejudicar a fauna regional, sem contar os problemas causados quando o fogo é ateado em mato seco próximo a residências, na zona urbana. Nesta época do ano, Presidente Prudente e as cidades regionais são caracterizadas pelo tempo extremamente seco. Trata-se de um agravante, principalmente, às crianças e aos idosos, que sofrem com problemas respiratórios.

A união da baixa umidade do ar com as queimadas resulta em consequências terríveis à saúde. Isso sem contar os danos imensuráveis causados ao meio ambiente. Nesta semana, por exemplo, O Imparcial mostrou com destaque um incêndio de grandes proporções, que destruiu cerca de 5 mil metros quadrados de APP (área de preservação ambiental), no Bosque do Centenário, localizado às margens do Córrego do Veado, em Prudente. O local, que abrigava cerca de 1,4 mil árvores plantadas, foi oficialmente inaugurado pela Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) em março.

A pasta informou que registraria um boletim de ocorrência para identificar um possível envolvimento criminoso, diante do constante “descuido” da população com a preservação de áreas verdes do município. Não é possível que ainda existam pessoas que ateiam fogo no mato e até em lixo. A fumaça, extremamente tóxica, prejudica a vizinhança inteira, além de fazer com que o Corpo de Bombeiros tenha que se embrenhar neste tipo de ocorrência, deixando, muitas vezes, de atender outros acidentes que não tenham sido causados de forma proposital.

Tudo isso reflete a falta de espírito coletivo. Como é possível viver em comunidade com pessoas que não pensam no próximo? Será que quem ateia fogo no mato sabe os riscos que está gerando aos demais? Tem noção das proporções que tal atitude pode tomar? Parece que não. Falta, portanto, conscientização. Talvez, com punições mais severas as pessoas pensariam duas vezes antes de riscar o fósforo.

Estilo do Site
  • Luz
  • Alto Contraste