José Reis  - Secretaria afirma ter o objetivo de contribuir à prevenção de situações de risco social

Foto: José Reis - Secretaria afirma ter o objetivo de contribuir à prevenção de situações de risco social

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Assistência Social soma 2,8 mil atendimentos

Reportagem conversou com duas profissionais da área para entender as motivações, os desafios e as lições aprendidas com a profissão em Presidente Prudente

  • 26/05/2019 08:32
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

Neste mês foi comemorado em todo o país o Dia do Assistente Social, data que volta os olharem para as pessoas que dedicam toda uma vida para acolher, auxiliar e dar apoio aos moradores que se encontram, muitas vezes, em situações de vulnerabilidade. Para a ocasião, a reportagem de O Imparcial conversou com duas profissionais para entender as motivações, os desafios e as lições aprendidas com a profissão. Uma frase da assessora da Secretaria de Assistência Social Maria Helena Veigas Silvestre resume o papel dos profissionais. “Lutamos sempre para que os direitos sejam garantidos”. Em Presidente Prudente, no ano passado, cerca de 80 profissionais que trabalham pela administração pública realizam 36.918 atendimentos. Neste ano eles já somam 2.850 casos.

Maria Helena, que além de assessora também é assistente social, afirma que a escolha da profissão se deu por ela entender da “relevância para a sociedade”, de forma que é preciso saber que haverá uma luta diária para que sejam efetivadas as garantias ao povo. “Em toda sociedade existem pessoas que sofrem com algum tipo de vulnerabilidade e que, por causa das desigualdades, tiveram seus direitos retirados. Por isso, dentro das nossas atribuições está abrir um leque de oportunidades para que elas usufruam”, comenta.

Ainda segundo a profissional, é comum encontrar pessoas que muitas vezes desconhecem de seus direitos, por isso a necessidade da profissão. Já sobre os desafios, ela comenta das limitações de recursos que podem ser ofertados, que muitas administrações enfrentam diariamente, frente a uma quantidade significativa de pessoas que precisam daquele atendimento. “Precisamos dar uma resposta a eles, mas muitas vezes não conseguimos fazer isso de imediato”.

Quem também é apaixonada pela profissão é a assistente social, que atua desde 1998, Luciane Nascimento da Silva. Ela afirma que sempre teve interesse em trabalhar com questões sociais, o que favoreceu a escolha do curso de Serviço Social. “Desde então desempenho minha função com muito amor, carinho e dedicação. Penso que é preciso, para tanto, ter um compromisso ético com o ser humano e saber se colocar no lugar do próximo. A empatia é a palavra-chave”, comenta.

Atendimento municipal

Segundo a pasta, a Assistência Social em Presidente Prudente encontra-se em gestão básica, cumprindo as condições previstas no artigo 30 da Loas (Lei Orgânica da Assistência Social), Pnas (Política Nacional de Assistência Social) e NOB (Norma Operacional Básica) da Assistência Social, que determina a necessidade de os municípios terem a capacidade técnica e gerencial para a formulação, gestão e a avaliação da Política Municipal de Assistência Social. “A secretaria administra a Política de Assistência Social através dos Programas de Proteção Social Básica, por exemplo, que tem por objetivo contribuir para a prevenção de situações de risco social por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários”, afirma Maria Helena.

Por isso, destina-se à população que se encontra em situação vulnerável em decorrência da pobreza, privação - ausência de renda e precário acesso aos serviços públicos - e da fragilidade dos vínculos afetivos e de pertencimento social. Já sobre o perfil dos assistidos, a pasta informa que se trata de homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, em situação de baixa renda financeira, em situação de violências nas várias formas de expressões, moradores na maioria em territórios de vulnerabilidade. “O município está divido em territórios, sendo que em cada um deles existe um Cras [Centro de Referência da Assistência Social], sendo este o equipamento que funciona das 7h30 às 16h30 como porta de entrada para os usuários que apresentem demandas para a proteção básica”.

 

Distribuição da Assistência Social em Prudente

- Seis Cras (Centros de Referencias da Assistência Social)

- Dois Núcleos de Atenção à Família

- Três Creas (Centros de Referencia Especializados da Assistência Social)

- Um Centro POP (População em Situação de Rua)

- Um Serviço de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua

Fonte: Secretaria de Assistência Social