Pós-pesquisa Assistência Social recolhe moradores de rua

 12/08/2017  - THIAGO MORELLO

A A A

A SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), em parceria com a Semea (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), realizou ontem a retirada de moradores de rua que estavam instalados embaixo do Viaduto Comendador Tannel Abbud, na Vila Marcondes, em Presidente Prudente. No total, foram removidas quatro pessoas do local, das quais foram constatadas, pela pasta, que realmente moravam no ponto específico. De acordo com a titular da SAS, Luzia Fabiana Sales Macedo, a ação, mobilizada por meio do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), tem o objetivo de destinar aos indivíduos uma moradia mais “decente”.

Mas para que o trabalho fosse realizado, a secretaria também explica que nada foi feito “à base de força ou contra vontade daqueles que ali residiam”. Segundo ela, uma equipe da Assistência Social esteve no local, um dia antes, para realizar uma pesquisa com os próprios moradores. “Na ocasião, os funcionários fizeram uma série de perguntas, principalmente sobre a condição de vida deles e o motivo de estarem na rua, além de questionar se eles têm família ou não”, comenta.

Uma vez que a pesquisa foi feita e registrada, a pasta apresenta o serviço de acolhimento, que é desenvolvido pela secretaria, como forma de atendê-los e retirá-los da rua. “Nesse momento, vai da vontade deles ir conosco ou não. Porém, previamente avisados, foi necessário fazer a limpeza no local. Dos quatro recolhidos, apenas dois aceitaram partir em direção ao recolhimento. Em relação aos materiais retirados, o que era de propriedades deles foi levado junto”. Além disso, Luzia explica que o que era lixo, conforme especificado e autorizado pelos próprios moradores, foi jogado fora.

Conforme a pasta, além das pessoas que residiam embaixo do viaduto, o local “acabou virando um ponto de encontro até mesmo para usuários de drogas”. O secretário municipal do Meio Ambiente, Wilson Portella Rodrigues, relata que a ação foi feita após algumas denúncias de pessoas que passam pelo endereço e relataram que muitos dos moradores eram “perigosos e agressivos”.

A atividade teve o apoio da Polícia Militar e da Prudenco (Companhia Prudentina de Desenvolvimento).

 

Tratamento

Com 130 moradores cadastrados pela Assistência Social em Presidente Prudente, a secretaria ressalta que tal trabalho de tentativa de recolhimento é feito semanalmente. “Agora que alguns deles aceitaram passar pelo serviço de acolhimento, nós vamos iniciar o trâmite. Nessa etapa, é o momento de verificar como está a saúde de cada um deles, de modo a iniciar o tratamento correto, principalmente se houver algum envolvimento com droga”, ressalta. O entorpecente, no caso, ainda é um dos motivos que faz com que os moradores não se adaptem ao local e queiram voltar às ruas, ainda de acordo com a titular da pasta.

Comentário