Aspectos cognitivos em idosos

  • 03/01/2020 04:38
  • Sergio Munhoz Pereira

Com o passar dos anos, ocorre um declínio natural da capacidade cognitiva, ou seja, há maior dificuldade em processar informações e transformá-las em conhecimento. Alterações superiores às esperadas, entretanto, podem ser indicativas de estados iniciais de demência.

O déficit cognitivo pode ter origem na ansiedade, depressão, insônia ou mesmo em doenças endócrinas. As lesões cerebrais resultantes de traumatismo do crânio, tumores, exposição a produtos químicos, paralisia cerebral e derrame também podem causá-lo.

Para diagnóstico, a conversa com idosos periodicamente pode mostrar alterações e a identificação do déficit pode ser feita com testes neuropsicológicos. Algumas funções mentais são avaliadas: memória, incluindo memória auditiva, visual, contextual e não verbal; raciocínio lógico, avaliando a velocidade de processamento, da capacidade de planejar e contextualizar informações; e coordenação, analisando o desenvolvimento de ações específicas de maneira concomitante e o tempo de resposta.

Diagnosticar e tratar mais precocemente as alterações garante maior sucesso, melhorando a autoconfiança do indivíduo

Diversas atividades podem ajudar a estimular a memória e raciocínio lógico, como jogo das 7 diferenças, sudoku, palavras cruzadas, dominó, aprender uma língua, ensinar algo a alguém. Com relação à coordenação, praticar uma atividade como teatro ou dança “obriga” os idosos a decorarem falas, movimentos ou instruções. Desta forma, exercita-se a memória, ao mesmo tempo em que se diverte.

Em conjunto a isso, dicas simples podem amenizar o déficit: fazer uso de agenda diária, lembretes e listas; pedir para as pessoas repetirem as informações; realizar atividades físicas; cuidar da alimentação e acompanhamento com psicólogos e psiquiatras. 

Como não há cura, o trabalho multidisciplinar entre estes profissionais, médicos e fonoaudiólogos ajuda a lidar com as limitações, utilizando estímulos que ajudem a desenvolver as habilidades cognitivas. Apesar de os preconceitos e rotulações, diagnosticar e tratar mais precocemente as alterações garante maior sucesso, melhorando a autoconfiança do indivíduo e lhe permitindo maior qualidade de vida.

 

 

 

 

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Sergio Munhoz Pereira

Sergio Munhoz Pereira

Sergio Munhoz Pereira é professor da Faculdade de Medicina da Unoeste, campus de Presidente Prudente e autor do blog “Cuidar dos pais em casa”

Contato:

sergiomunhozp@yahoo.com.br

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