Aprendizados

  • 10/11/2019 05:30
  • Sandro Rogério dos Santos

Paris, 15 de abril de 2019, a Catedral Notre-Dame arde em chamas. O incêndio causou o desabamento do teto e do pináculo do marco gótico, embora os campanários principais e as paredes externas, bem como relíquias religiosas e obras de arte inestimáveis foram salvos pelos bombeiros. O presidente francês Emmanuel Macron estabeleceu um prazo de cinco anos para reformar o templo, coincidindo com a realização da Olimpíada de 2024 em Paris.

O arcebispo Michel Aupetit pediu aos padres tocarem os sinos das igrejas. Depois, constatando que “a França chora e com ela todos seus amigos do mundo inteiro”, pediu a todas as pessoas de boa vontade que colocassem uma vela em suas janelas na noite do Sábado Santo, como um sinal da “luz que ilumina as trevas” e o triunfo da vida sobre a morte. Para ele, a França “está comovida, porque suas pedras são testemunho de uma esperança invencível que, pelo talento, a coragem, o gênio e a fé de seus construtores, edificou este lugar luminoso”.

O Vaticano à época “com choque e tristeza” se pronunciou diante da “terrível notícia do incêndio que devastou a catedral”, “símbolo do cristianismo na França e no mundo”. Para o cardeal Gianfranco Ravasi, como “espelho da sociedade, também Notre-Dame reflete as tragédias e os dramas da história, mas sempre consegue ‘ressurgir’”, “um símbolo de ressurreição”.

O cardeal francês Paul Poupard exprimiu a solidariedade recebida de vários países. “Fiquei também muito comovido com uma outra imagem, à qual não tinha pensado: centenas de pessoas, principalmente jovens, ajoelhados em oração diante da Notre-Dame em chamas. No coração do drama, mais forte dos que as chamas do incêndio, é a chama da fé que se chama esperança no amor”.

O mundo assistiu atônito às cenas cujos olhos prefeririam não ver. O povo diz que a vida é uma escola, mesmo que seus alunos nem sempre aprendam com os eventos, sejam corriqueiros, sejam extraordinários. Da tragédia parisiense - como de tudo na vida - podemos aprender: nem tudo está sob o nosso controle; a beleza é frágil e efêmera, mesmo esculpida em pedras; é preciso cuidar da memória histórica, deixar-se tocar pela necessidade do outro e despertar a fraternidade. Tanto lá como aqui, é possível com os acontecimentos aprender a viver.

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

 

 

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Sandro Rogério dos Santos

Sandro Rogério dos Santos

Sandro Rogério dos Santos é pároco do Santuário Diocesano Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, situado no Jardim Maracanã, em Presidente Prudente.

Contato: padre@santuariosantateresinha.com

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