Após saída do camelódromo, animais poderão encontrar um lar

  • 29/01/2020 04:37
  • DA REDAÇÃO

Recentemente, diante da reforma no camelódromo, a ser executada pela Prefeitura de Presidente Prudente, boxistas se viram obrigados a deixar o local e transferir seus negócios para outros espaços da cidade. Com a mudança, a administração municipal se esbarrou em outra questão: a necessidade de também pensar nos animais que coabitavam ali. Na oportunidade, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) passou a recolher os bichinhos e levá-los para a sua unidade. E, agora, surge a boa notícia: todos eles serão disponibilizados para adoção.

De acordo com a municipalidade, até ontem, já havia um total de 35 animais, sendo 25 gatos e 10 cães. O número pode aumentar, já que novos animais podem ser recebidos. Eles ficarão disponíveis durante a Feira de Adoção de Animais, a ser realizada no dia 15 de fevereiro, das 9h às 15h, no estacionamento do Makro Atacado. Os pets já estarão com castração garantida pelo CCZ, que orienta aos interessados levarem caixa de transporte ao local, onde assinarão termo de posse responsável.

Há males que vêm para bem: os animais que antes transitavam pelo camelódromo agora terão a oportunidade de encontrar uma família e um lar, saindo das ruas e, consequentemente, deixando de estar expostos a eventuais maus-tratos, doenças e reprodução indiscriminada, que só contribui para fazer crescer ainda mais a população de animais de rua. A iniciativa ainda é digna de nota por dar chance às pessoas de darem uma casa a esses bichinhos sem estimular o comércio de animais, uma vez que poderão levá-los gratuitamente.

É muito importante que a preocupação com o bem-estar desses animais não se restrinja apenas ao ato de adoção, mas aos cuidados posteriores. Todos os bichinhos querem amor, atenção, carinho, acolhimento e lazer. Tudo isso exige paciência por parte dos proprietários, que devem ter em mente que o animal antes abandonado não quer ser abandonado novamente. Por isso, a adoção não pode ser algo instintivo, de momento, mas deve demandar planejamento e vontade. Se tudo isso for considerado e a decisão de adotar se mostrar algo certo, o cidadão voltará para casa com a certeza de que fez a sua parte para salvar esses animais da violência, da fome e até mesmo da morte.