José Reis -  Paróquia no Jardim Paulista, em Prudente, terá capacidade para acolher 750 pessoas

Foto: José Reis -  Paróquia no Jardim Paulista, em Prudente, terá capacidade para acolher 750 pessoas

DEPOIS DE 6 ANOS

Após autorização, Diocese retoma obras na Paróquia Santo Antônio

Construção foi embargada em 2013, mas, em novembro de 2018, Igreja recebeu aprovação pelo setor técnico da Secretaria de Planejamento para execução do projeto

  • 09/06/2019 04:00
  • WEVERSON NASCIMENTO - Da Redação

Após ter suas obras de ampliação embargadas em 2013, a Paróquia Santo Antônio, no Jardim Paulista, em Presidente Prudente, foi autorizada a retomar os trabalhos. Na época, a Prefeitura conquistou, na Justiça, uma sentença que determinou a demolição da construção por não apresentar um projeto aprovado, bem como pelas obras invadirem a calçada. De acordo com o bispo Dom Benedito Gonçalves dos Santos, o projeto foi alterado por completo atendendo todas as demandas de acessibilidade e circulação de pedestres. O poder público informou que a execução da obra foi aprovada pelo Setor Técnico da Seplan (Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano), em novembro de 2018.

Segundo o bispo, a primeira proposta iniciou para atender a acessibilidade dos fieis no acesso à igreja, pois no local há uma escadaria. Porém, por não estar de acordo as demandas de lei, mesmo com alicerce já iniciado, a obra foi demolida.

No novo projeto, a construção será de 589,53m², que contemplará mais 250 lugares e proporcionará uma capacidade de até 750 pessoas no espaço. No local, já é feita a fundamentação, com previsão para finalizar em julho, e uma cisterna de 10.800 litros, que ajudará no reaproveitamento de água. Logo após, darão início a alvenaria.

A nova proposta conta com banheiros para os fieis, sacristia e secretaria, todas na nova estrutura da igreja que terá uma área total de 1.019m². A atual estrutura será revitalizada, para tanto, o piso existente será rebaixado de forma a atender as normas de acessibilidade e as escadas laterais serão retiradas.

De acordo com o padre da Santo Antônio, Jerônimo Gasques, o projeto aprovado necessita ainda de algumas adaptações técnicas quanto à arquitetura religiosa. “A igreja foi construída em um terreno pequeno e respondia às necessidades da época, então precisamos no novo projeto de um espaço mais religioso e adequado às necessidades dos fieis”, comenta o padre, acrescentando que dentro destas adaptações está a iluminação natural para economia de energia.

Segundo a construtora responsável, o prazo previsto para conclusão da obra é de três anos, porém depende das arrecadações da comunidade que frequenta a igreja.

Retorno das obras

O aposentado Danilo Pereira de Lima, 64 anos, que mora nas proximidades da igreja, relatou à reportagem que não concordou com o embargo das obras em 2013, pois considera a calçada larga o suficiente para não atrapalhar o trânsito de pedestres no local. “Por que deixaram para embargar somente quando a obra já tinha começado? Porque a fiscalização não veio antes? Se não tivessem feito isso, a igreja hoje já estaria pronta e atendendo a comunidade”.

Segundo o aposentado, as obras são necessárias não só pela acessibilidade ao local, mas também pelas melhores condições em celebrações. “Lá é uma instalação muito antiga, não tem um banheiro para o padre e nem para comunidade. Quem precisa, tem de atravessar a rua e ir ao salão paroquial, o que é perigoso principalmente para as crianças, já que o volume de carros é alto” ressalta.

De acordo com o aposentado Mário Boaro, 88 anos, que frequenta a igreja há 44 anos, o local precisa de reformas urgente, pois é uma instalação que não comporta mais a realidade atual do bairro. “Sabemos dos custos, mas precisamos desta obra, então, é importante que a comunidade continue contribuindo, pois infelizmente o que foi construído não tem mais como reaver, incluindo o dinheiro gasto”.

Mesmo aqueles que não frequentam a igreja, mas que moram nas proximidades, como o serralheiro José Ricardo Modesto, 41 anos, o retorno das obras será positivo para todos os fieis que frequentam o local. “Além de comportar todos eles, terá mais comodidade, porque eles precisam atravessar a rua para ir ao banheiro e isso é perigoso”.

A reportagem solicitou posicionamento da Seplan, através da Secom (Secretaria de Comunicação), no que diz respeito à demora para fiscalização da obra relatada pelos  moradores e obteve o seguinte posicionamento. “O embargo ocorre justamente quando se constata alguma irregularidade durante a execução da obra, ou seja, quando os trabalhos infringem alguma lei ou é desrespeitada alguma licença, levando à interrupção da obra”.