Amigos relembram trajetória e benfeitorias

GABRIEL BUOSI - Da Redação • 08/03/2018 13:17:02

A morte do ex-prefeito e chanceler da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), Agripino de Oliveira Lima Filho, ontem, aos 86 anos, foi motivo de condolências, homenagens e lembranças por parte de amigos, figuras públicas e admiradores.

Uma delas foi a do prefeito de Presidente Prudente, Nelson Roberto Bugalho (PTB), que assegura ver uma “grande contribuição” social não somente à região, mas a diversos Estados por parte do chanceler. Para ele, o legado de Agripino se constrói ainda pelo marco no empreendedorismo e inovações, com atos ousados, porém determinados. Dentre as benfeitorias, Bugalho destaca o “império na educação”, que ajudou, segundo ele, a formar milhares de cidadãos, além da área política, quando o ex-prefeito ajudou a tornar Prudente uma das melhores não somente na região, mas no país. “Tive o privilégio de ter contato com ele quando eu era promotor de Justiça. Às vezes a gente divergia em algumas situações, mas ele sempre soube chegar a um acordo e num consenso que beneficiasse a população”, lembra. Bugalho deseja ainda os sentimentos aos familiares e afirma que as pessoas admiráveis nunca morrem.

Já o presidente da Câmara, Enio Perrone (PSD), esclarece que a sua fala pode ser levada para o lado pessoal, não somente como o responsável pela casa de leis. Questionado sobre a história de Agripino, Enio lembra que ela foi marcada por polêmicas, mas com muitos benefícios aos cidadãos. “Ele foi sempre um homem visionário, muitas vezes julgado ou discordado por diversos, por sua postura agressiva em alguns momentos, mas merece todo e qualquer mérito para o desenvolvimento da cidade”, salienta. Enio finaliza ao dizer que o ex-prefeito cumpriu com sua missão, além de uma fábrica de melhorias.

O amigo e assessor pessoal, Ismael Silva, por fim, que esteve por 25 anos ao lado de quem ele chama e considera como “professor”, ressalta que Prudente e região perdeu um “grande líder”, que sempre soube administrar a cidade e suas benfeitorias, que proporcionaram o progresso local e regional. “Estamos todos muito tristes. Ele foi um pai para mim, pois aprendi muito ao longo destes anos. Agora nos resta a saudade”, expõe.

Os três entrevistados apresentam algo em comum, a certeza de que Agripino foi “um grande homem” e a visão de que a Unoeste é, para eles, um dos marcos na contribuição para Prudente, que se estendeu aos munícipios da região e, em seguida, a todo o país. De acordo com a instituição de ensino, um capítulo importante da história foi a fundação da Faclepp (Faculdade de Ciências, Letras e Educação), mantida pela Apec (Associação Prudentina de Educação e Cultura), em 1972. O projeto que deu início ao que hoje é a Unoeste e que conta com 70 cursos de graduação presencial e a distância.

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