Ambíguo, 2018 faz suspense sobre suas reais intenções

editorial

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O relógio de 2017 vai dando suas últimas badaladas e 2018 se aproxima, acelerado, ansioso para entrar em cena, dar o ar de sua graça. Enquanto isso, ainda do lado de cá da linha de chegada, nós, pobres mortais, brasileiros, acompanhamos essa mudança no calendário sem saber o que nos espera do outro lado da contagem regressiva. O que será de nós quando os fogos terminarem, os champanhes secarem e a empolgação do momento da virada se esgotar? Quais perspectivas nos restam, como país, nas esferas política e econômica? O que vislumbrar em meio a um ambiente de tamanha incerteza, como o de atualmente no Brasil?

No campo econômico, apesar de projeções positivas, como recentemente divulgou a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), no cotidiano a ótica do brasileiro é um pouco diferente.

A organização prevê que, em 2018 o país deve expandir 1,9%, ante expectativa anterior de avanço de 1,6%, chegando a um crescimento de 2,3% em 2019. Mas em sua rotina, sobretudo quando expõe seu suado dinheiro aos preços dos supermercados, o brasileiro sabe que o seu salário só encolhe. Diante disso, fica difícil de acreditar em tais tendências de melhora.

Já quando a bola rola pelo setor da política a perspectiva fica ainda mais capenga. Em âmbito nacional, entre os possíveis presidenciáveis, vemos uma briga entre extremos. Direita ou esquerda. Nenhum centroavante, goleador nato, com faro de gol, que não perdoa na pequena área, apenas o mais do mesmo. E a escolha se apresenta difícil e injusta para o eleitor.

Na região o problema é diferente, mas não menos inquietante. Ao invés da falta de candidatos, inúmeros se apresentam para pleitear uma, quiçá duas possíveis vagas na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), ou na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). São pelo menos cinco postulantes até agora e, com tanta concorrência – que deve crescer –, bem capaz de novamente a região de Prudente ter baixa representatividade política a níveis estadual e federal.

O futuro, não sabemos. Temos apenas um vislumbre diante do cenário que se apresenta. Ora bom, ora tenebroso. Por isso, ao olhar para 2018, que se aproxima um tanto quanto ambíguo, vale apertar os cintos, renovar as forças e encarar os desafios. Vestir a armadura e se preparar para derrotar os gigantes, pois provavelmente eles virão.

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