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Agentes da SAP apreendem 174 objetos em presídios

  • 10/09/2019 04:04
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

O procedimento para que visitantes entrem no sistema prisional é bastante rigoroso. A política da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) é de não tolerar a entrada de objetos ilícitos, sejam eles aparelhos celulares, entorpecentes, entre outros. Mesmo assim, pessoas ainda tentam burlar as regras na tentativa de levar os objetos para dentro das penitenciárias. Apenas no primeiro semestre deste ano, agentes de segurança apreenderam 174 ilícitos nas portas das unidades que norteiam a região de Presidente Prudente. O balanço foi fornecido pela Administração Penitenciária, e mostra que o dado é próximo ao catalogado no mesmo período do ano passado, quando houve 176 apreensões.

Os números correspondem a celulares e drogas. Depois de recolhidos, os materiais são encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do respectivo município onde é lavrado o boletim de ocorrência, instauração do inquérito policial e tomadas as medidas cabíveis. Se constatada a tentativa de entrar com ilícitos no sistema, o procedimento para apuração envolve não apenas a pessoa atuante no transporte, mas também o sentenciado, que sofrerá as sanções disciplinares. “Todos os presos que são surpreendidos com drogas ou celulares, ou que estão envolvidos na tentativa de entrada de ilícitos, respondem criminalmente”, explica a SAP.

E as punições não cabem apenas a eles, mas aos visitantes também. De acordo com a Administração Penitenciária, pessoas flagradas tentando adentrar com objetos ilícitos em unidades prisionais são automaticamente retiradas do rol de visita, e sofrem as medidas penais cabíveis. Caso a situação de burlar as regras tenha a participação de agentes públicos, estes serão demitidos “a bem do serviço público”, além de serem processados criminalmente.

Medida de segurança

Os flagrantes mencionados ocorrem por meio dos equipamentos de segurança instalados nas unidades prisionais do Estado de São Paulo. Segundo a SAP, para detectar as tentativas frustradas de burlar as regras, as penitenciárias contam com aparelhos de raio-x (de maior e menor porte), além de detectores de metal “de alta sensibilidade”. Outro equipamento que garante a efetividade dos flagrantes é “body scanner”. Nele, o visitante é submetido a passar por uma esteira que faz a inspeção corporal.

“Com esses aparelhos, é possível realizar as revistas em visitantes a partir das imagens geradas pelo equipamento, identificando possíveis ilícitos como drogas e celulares de maneira rápida e eficiente”, aponta a pasta. “Toda essa tecnologia ajuda a coibir a entrada de equipamentos e drogas, atreladas à vigilância constante dos agentes de segurança, treinados para evitar a entrada de ilícitos nos presídios. Observamos ainda que são realizadas revistas periódicas nas dependências das unidades”, acrescenta.