COTIDIANO

Advento

  • 01/12/2019 04:48
  • Sandro Rogério dos Santos

No ciclo formado de três anos, a Igreja inicia hoje um novo Ano Litúrgico com o Advento, que é tempo de expectativa, pois celebra a vinda de Jesus Cristo no tempo e na história como salvador da humanidade. “Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez… revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez” (Prefácio do Advento). O franciscano menor Frei Almir Ribeiro Guimarães disserta sobre o tema com beleza, profundidade e poesia. Recorro aos seus argumentos retóricos.

“Eis, de longe está vindo o Senhor, seu fulgor enche todo o universo”. “Tu vens. Eu já escuto os teus sinais”. Deus está para chegar. Este é o clamor do Advento. Na vida é fundamental saber e querer esperar. Haverá natal para aqueles que esperam a visita de Deus nos cantos do coração e para os que arregaçam as mangas no empenho de eliminar a desesperança. Não falamos de uma esperança passiva e inerte, mas ativa, resoluta e decidida. Ninguém vive sem esperança.

A mãe espera ansiosamente a chegada do filho que se aninhou em seu seio. A moça que trabalha no caixa do supermercado espera o final de seu expediente para encontrar o marido e os filhos e se ocupar das coisas da casa, onde ela se sente muito bem. O casal espera que seu relacionamento melhore para que ele e ela possam sonhar novos sonhos e esboçar sólidos projetos de bem-querer para o tempo da vida que vem. O amigo aguarda o amigo na rodoviária ou no aeroporto pensando na festa do coração. Eles terão muitas coisas a dizer…

Há essa espera fundamental do Senhor na vida. Sem ela não há natal, não há nascimento de Deus na trama da vida de ninguém. E nos tempos embrutecidos porque passamos, a esperança há de marcar o nosso passo. Esperamos o Cristo. Ele não pode ser programado; deve ser esperado; devemos deixar em nossa vida um espaço para sua presença. O sentido da vida está para além dela. São jovens os que fazem projetos para o futuro. “O tempo que se passa esperando, não envelhece o homem!” (Thomas Mann).

Ninguém vive sem esperança. Nem temos o direito de domesticar o futuro, que precisa ficar aberto. A esperança não é nervosismo, embora seja ativa. Uma vida sem esperança é o inferno antecipado. Cristo veio na carne, virá na Glória e vem ocultamente todo dia. Além de preparados e desejosos, estejamos despertos e vigilantes para o reconhecermos já entre nós.

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

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Sandro Rogério dos Santos

Sandro Rogério dos Santos

Sandro Rogério dos Santos é pároco do Santuário Diocesano Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, situado no Jardim Maracanã, em Presidente Prudente.

Contato: padre@santuariosantateresinha.com

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