INVESTIGAÇÃO

Acusado por morte deve ser interrogado novamente

Indivíduo de 41 anos é investigado pelo assassinato de um morador de rua na Rodovia Arlindo Béttio; polícia analisa semelhanças com outro homicídio ocorrido em 2015

  • 08/06/2019 04:53
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

Na próxima semana, a Delegacia de Polícia Civil de Primavera, distrito de Rosana, dará continuidade à investigação sobre a morte de um morador de rua na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), ocorrida na quarta-feira. Com a retomada dos trabalhos, serão ouvidas outras testemunhas que podem ter presenciado o assassinato. Além delas, também deverá ser interrogado pela segunda vez o principal suspeito do crime, um homem de 41 anos. Ele está detido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá e negou a autoria.

No entanto, o delegado de Polícia Civil, Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, analisa que a ação desempenhada pelo suposto autor é semelhante à praticada pelo mesmo em 2015. Na época, o funcionário do acusado, que trabalhava na fazenda, foi morto e, conforme apurado pela investigação, o suspeito seria o patrão. O rapaz, supostamente era usuário de drogas, o que estaria “causando transtornos” ao indivíduo. No ano passado, ele foi indiciado pelo crime e denunciado para posterior prosseguimento judiciário.

Conforme o delegado, nos últimos dias, os policiais civis têm trabalhado nas buscas pela arma de fogo que tirou a vida do morador de rua. Como o local do crime é constituído por grande área de matagal, o trabalho da Polícia Civil será minucioso e poderá levar mais alguns dias. O delegado afirma que ocorrerá a reconstituição do homicídio nos próximos dias, no entanto, a data ainda não foi divulgada.

Ação imediata

A identificação do suspeito foi possível pelo disque-denúncia, em que uma pessoa afirmava que o investigado havia matado a vítima com uma espingarda, e que o mesmo morava nas proximidades. Diante dos dados repassados e do nome do indivíduo, equipes foram à residência e o abordaram. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil e prestou esclarecimentos sobre a acusação.

Na mesma data, duas pessoas afirmaram que presenciaram o assassinato. Inclusive, uma delas reconheceu as vestes, bem como o chapéu que o acusado usava no momento em que efetuou os disparos. Na análise pericial, foram constatadas duas perfurações no cadáver, sendo uma na lateral esquerda do tronco e outra acima do olho esquerdo.