Moderação

Açúcar em excesso pode resultar em doenças

Consumo desmedido do produto pode colaborar para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes, com o aumento da triglicéride

PÂMELA BUGATTI - Especial para O Imparcial • 07/12/2018 08:58:00

Foto: José Reis - Conforme Ministério da Saúde, Brasil é o 4º país que mais consome açúcar no mundo

O Ministério da Saúde e a indústria de alimentos assinaram, recentemente, um acordo que visa reduzir a quantidade de açúcar em produtos industrializados. O objetivo é diminuir em 144 mil toneladas o consumo de açúcar no país até 2022. Segundo o órgão, o Brasil é o 4º país que mais consome o alimento no mundo.

Além de ser muito calórico, o açúcar tem um grande poder de conduzir a um aumento rápido da glicose no sangue. A nutricionista Patrícia Zacharias, 55 anos, explica que, independentemente do processamento, o produto deve ser utilizado com moderação. “Use de forma moderada, tentando não ultrapassar duas colheres de chá ao dia”.

O consumo imoderado de açúcar pode colaborar para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes, com o aumento da triglicéride, além de desencadear problemas cardiovasculares, nos olhos e rins. Ainda pode levar especificamente ao tipo 2 do diabetes, acarretando dores de cabeça, aparecimento de espinhas no rosto e envelhecimento precoce.

O indicado é consumir ou 25 gramas de caloria de açúcar ao dia. Patrícia recomenda beber suco sem adoçar. Caso não consiga, o ideal é colocar uma menor porção do que está acostumado a usar no dia a dia, diminuindo a quantidade de açúcar no café, e usar frutas como ameixa seca ou tâmaras para adoçar sucos. Outras dicas da especialista são usar açúcar de coco, mel para quem não é diabético, e, se for, utilizar adoçantes stevia, xarope de agave encontrado em casas de produtos naturais e canela em pó adicionada nos sucos, iogurtes e saladas de frutas. De acordo com ela, quando o consumidor for comprar produtos industrializados, é bom optar por produtos com o menor teor de açúcar.

A comerciante Cristina da Silva, 46 anos, conta que sua glicemia estava alta e, com orientação da nutricionista, trocou o açúcar comum pelo de coco há cerca de dois meses. “A adaptação foi tranquila. O sabor é diferente do habitual, mas é gostoso eu não tive nenhuma dificuldade. O importante é que minha glicemia abaixou muito”.

A nutricionista Renata Bueno, 42 anos, por sua vez, fala que o açúcar é um carboidrato simples, que tem diluição em água, que é encontrado em vários tipos de alimentos, como a sacarose e a frutose. “Ele já está embutido em vários outros alimentos, independente de ser o açúcar de mesa. A sua única função é dar paladar ao alimento”, diz. Ela diz que, segundo pesquisas, o açúcar é comparado com a cocaína em poder de vício para o organismo. “Tem que tomar cuidado, porque os malefícios são muito maiores que os benefícios”, pontua. As pessoas podem optar por adoçantes naturais como stevia, xilitol, e o eritritol, que têm uma melhor tolerância digestiva.  “Isso é uma recomendação de saúde”, explica Renata.

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