Foto: Cedida/CSB - Coleta em Prudente já reuniu, pelo menos, 1,5 mil assinaturas contrárias à reforma

Foto: Foto: Cedida/CSB - Coleta em Prudente já reuniu, pelo menos, 1,5 mil assinaturas contrárias à reforma

MOBILIZAÇÃO NACIONAL

Ação coleta 1,5 mil assinaturas contra reforma da Previdência

Programação em Prudente segue até o fim de semana; Central dos Sindicatos Brasileiros estima conseguir, ao menos, 10 mil participantes para levar nomes ao Congresso

  • 24/04/2019 06:50
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

Segue até sábado, em Presidente Prudente, uma ação de coleta de assinaturas contra a reforma da Previdência, iniciativa das centrais sindicais em todo o Brasil, que possui reflexo desde segunda-feira no oeste paulista. Conforme o diretor regional da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), Paulo de Oliveira, o objetivo é reunir o maior número possível de assinaturas, para que uma relação seja entregue ao Congresso com a finalidade de mostrar a “insatisfação do povo em relação à proposta apresentada”. No município, a meta é atingir 10 mil assinaturas, sendo que, pelo menos, 1,5 mil já foram conquistadas.

Paulo lembra que a medida é diferente de uma manifestação, por exemplo, já que possibilita o diálogo e uma discussão com profundidade sobre as reivindicações, que estão ligadas entre outros motivos ao tempo de contribuição que passaria de 20 anos parcialmente ou 40 anos para o pagamento integral da aposentadoria, e a diminuição do valor do BPC (benefício de prestação continuada) de um salário mínimo para R$ 400 às famílias carentes.

“Já nos primeiros dias tivemos um retorno muito positivo em relação às pessoas que atendemos, e que muitas vezes são carentes de informação. Somos indagados a todo o momento sobre os apontamentos que justificam a coleta de assinaturas e encontramos as mais diversas opiniões, favoráveis ou contrárias, algo típico da democracia”, expõe o diretor regional da CSB. Com isso, ele ressalta sobre a importância do ato, ao dizer que se trata, principalmente, em levar informações e não em buscar números de participantes.

Sobre a programação, que segue ao longo da semana, Paulo lembra que ela contará, por exemplo, com a coleta de assinaturas hoje nas proximidades do campus 1 da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), além de ações amanhã nas proximidades da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista). Na sexta e no sábado, no centro da cidade, o grupo deve se reunir a partir das 9h. “O calçadão é um lugar que abrange um público muito maior, por isso nossa ida mais vezes ao local. Sábado é um dia em que famílias se reúnem por lá, então conseguiremos fazer uma abordagem mais ampla e levar esse debate para dentro das casas”, finaliza.

Reforma da Previdência

Conforme já noticiado por este diário, o projeto da Reforma da Previdência, do governo Jair Bolsonaro (PSL), propõe idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens, a mesma idade da atual Previdência, e de 62 anos para mulheres, sendo que a atual prevê a idade mínima de 60 anos. O tempo de contribuição, por sua vez, passaria de 15 para 20 anos. Os trabalhadores da iniciativa pública e privada passarão a pagar alíquotas progressivas para contribuir com a Previdência, sendo que quem ganha mais também contribuirá mais.

Já na aposentadoria rural, fica estipulado, se aprovada a proposta, a idade de 60 anos tanto para homens quanto para mulheres, com contribuição de 20 anos. A regra atual é 55 anos para mulheres e 60 anos para os homens, com tempo mínimo de atividade rural de 15 anos.