COTIDIANO

A vida nos cobra uma vocação?

  • 17/04/2019 04:38
  • Marcos Alves Borba

Inicio esse artigo fazendo essa pergunta, devido diariamente, quando vendo e sentindo das pessoas suas buscas por algo que lhes proporcione um sentido de continuar o caminho. Tanto que, mesmo as pessoas mais próximas de nós sentem-se angustiadas ou aflitas por algo que não lhes satisfaz ou lhes traz o sabor do prazer por simplesmente existir. Seria isso um desconforto dessa mente por não aceitar esse corpo? Ou por um corpo que não se sente totalmente eficaz por não entender o que se passa nessa mente? O que poderia ser na verdade essa insatisfação por tentar fazer dessa junção, corpo e mente um sentido evolutivo, por saber que essa conexão depende única e exclusivamente de cada um de nós. Mas que às vezes precisam de ajuda.

Todos nós de alguma maneira somos especiais, e lhes digo mais ainda: muito especiais mesmo! Podemos até achar isso meio sem sentido, ou até óbvio, por não valorizarmos nossas enquetes ou manias de que a vida nos oferece, mas não podemos fugir disso. Seria isso o nosso maior desafio ou desafeto com a gente mesmo se não nos apoderarmos dessas habilidades. Porém os desafios, diário nos impõe determinadas mudanças que passamos a pensar e até agir que o outro sempre terá a melhor fatia do bolo. Que caminho desafiador que continuamos a nos torturarmos de forma até infame se não acreditarmos em nós mesmos? O primeiro passo nos leva uma simples analogia: Quem sou eu, e o que quero realmente para a minha vida?

Dias atrás, o humorista Whindersson Nunes acabou surpreendendo fãs quando desabafou sobre sua “angústia”: “Eu quero viver”. Momentos que vem sentindo, mesmo tendo conquistado tudo na vida. Sentimentos de tristeza diária que vem lhe impondo a tomar ou tentar alternativas vazias pela falta de preenchimento com sentido de prazer. Isto é, mesmo nessa pequena depressão de angustiante tristeza, sem dúvida nenhuma que ele precisa de ajuda. E novidade nenhuma como hoje, milhares e milhares de pessoas, sem ser famosa, se encontram assim, numa busca constante de seus caminhos, e que até se inibem num pequeno labirinto e se isolam. Isso faz parte de um processo chamado “vida”, e se entendermos que sozinhos não chegamos a lugar nenhum, e que qualquer ajuda fará de nossa busca um desejo de grande conquista, já podemos considerar como o primeiro passo dado.

Quando falo dessa “vocação”, óbvio que o sentido mais próximo seria uma busca por habilidades e talentos ligados a uma profissão ou caminho de suas tênues capacidades existentes performances, e que jamais podemos nos distanciar de alguns valores que devem nos acompanhar sempre. Para que num determinado momento, seja ele agregador ou desafiador, não sejamos pegos de surpresas. Há necessidade hoje, e mais ainda, quando tentamos diferenciar o pessoal do profissional, que o nosso mindset (atitude mental com que encaramos a vida) se propague para o lado conciliador, para que nossa busca tenha e faça todo um sentido de nossa conquista.

O fato de almejarmos algo na vida desde cedo é possível e salutar, porém exige tempo e dedicação. Por mais simples que seja essa busca, tenha o discernimento de que em algum momento poderemos ser pegos sem ao menos esperarmos, e assim, novamente nos caberá à bem dita e grata analogia por uma reflexão. Se entendermos, e isso realmente acontece que, as pessoas são imprevisíveis, inconstantes, e talvez o caminho mais cômodo seja não ousar.  Não podemos pensar e nem agir assim, afinal de contas, todos nós nascemos para vencer, ser feliz, e dá um verdadeiro sentido a nossa existência.    

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