A pior equipe de natação do TCPP

  • 10/11/2019 07:10
  • Persio Isaac

Era uma vez em Presidente Prudente, uma geração de jovens esportistas prudentinos que resolveram criar uma competição esportiva de várias modalidades entre os dois clubes rivais da cidade. Deram o nome de "PrudenTênis". O tênis era muito forte no futebol comandado pelo genial, Marquinho Macarini e no basquete pelo excepcional Antonio Carlos Vendramini. A prudentina tinha também ótimas equipes, mas seu ponto forte era uma equipe de natação fantástica liderada pelos irmãos Yudi e Jog.

As disputas em quaisquer modalidades eram duríssimas. A natação era o grande problema para o Tênis Clube. Mas, esses jovens audaciosos comandados pelo "Goiano" Célio Jão, resolveram criar a equipe justamente na madrugada de domingo, na brincadeira dançante da Prudentina. Célio, como líder falou: "Pode deixar comigo que no estilo "Borboleta" vou arrasar com eles". Eu, José Roberto Marcondes, Demétrio Zacarias e Tiago Marcondes iríamos nadar os outros estilos. Empolgados pelo alto grau etílico acreditaram nesta heresia. As sete horas da manhã (fui dormir às 6 horas) ouço uma voz me chamando: Persio, telefone. Não podia ser verdade, pois na casa da Av. W. Luiz 501, não se atende telefone, devo estar tendo um pesadelo. De novo a voz que até hoje não sei de quem é gritou: Persiooooo telefoneeee. Não é possível. Levantei mais pra lá do que pra cá, e antes tivesse mantido a tradição na casa da Av. W. Luiz 501 de não atender telefone, só vem notícia ruim como sempre fala meu irmão Sergio Izaac. Alô. Oh Magrão você não vem? Era o alemão, Tiago Marcondes. Vem pra onde? Pô Magrão, nós não combinamos ontem, vem pra prova de natação que só falta você (grande coisa). Pode vir que a água está quentinha.

Quando ouvi a palavra "quentinha", não sei porque acabou me despertando, e como um raio parti para fazer história. Chegando lá, todos estavam posicionados para a "Mãe de todas as batalhas". O goiano Célio Jão foi o primeiro com seu maiô vermelho até o umbigo. Quando pulou até me animei, deu duas vigorosas braçadas, eu gritei: Mata eles Primo. Doce ilusão. O Goiano não resistiu e afundou, ficando só com a metade do corpo na água fazendo os movimentos só com os braços e as pernas paradas, vendo o nadador Sapão voar na água. Mas que estilo é esse? Vexame total. Já comecei a ficar preocupado. Agora é a vez da nossa esperança, o rápido e futuro Dr. José Roberto Marcondes. Estilo Crawl era o seu forte estilo. Pulou de calção de futebol que me deu um novo ânimo. Nos primeiros 20 metros nem o lendário nadador, Adolfo Padilha, seria páreo, parecia o Principe Namur. Ledo engano.

Zé quando foi fazer a virada americana, errou o cálculo dando um forte impulso na água. Saiu carregado com estiramento na coxa. Que barbaridade, outro vexame. Agora é a vez de Demétrio que pulou na raia 1 e foi parar na raia 8 atravessando todas as balizas como se estivesse fugindo de um tubarão. Pra piorar começou a vomitar. Desagradável. Sobrou eu e o Tiago. Alemão estava trajado com uma bermuda de bolsos laterais que cabia uns 100 litros de água em cada bolso. Pulou e afundou como um tijolo. Lamentável. Chega a minha vez. Não demonstrei medo, estava apavorado. Tirei o calção e mostro ao mundo a pior tecnologia de um maiô para competições de natação: "O Maiô Toalha".

Era vermelho e feito daquelas toalhas felpudas que quando cai na água suga toda a piscina e fica pesando uns 300 Kg. Achei que ia abafar. Quando pulei na água gritei para o alemão: "Oh alemão, você não disse que a água estava quentinha"? Quase morri de hipotermia e para piorar o "Maiô Toalha" literalmente me levou pro fundo. Acabado esse vexame o goiano olhou para nós dizendo: "Pessoal precisamos treinar mais".  Vejam vocês.