2ª Feira do Artesanato reúne 100 pessoas em PP

Variedades

| ROBERTO KAWASAKI - Da Reportagem Local

Na manhã de ontem ocorreu a 2ª Feira de Artesanato no Centro de Referência ao Idoso, em Presidente Prudente. Segundo a organização, mais de 100 visitantes passaram pelo local, incluindo os amantes de artesanato e até mesmo os mais jovens, que ainda não conheciam as peças expostas pelas 14 artesãs. A atividade é alusiva ao Dia das Mães e contou com a mostra e venda de crochês, bijuterias, compotas de doces e pimentas dentre outras peças.

Conforme explica Caio Marcelus Neves Damato, um dos responsáveis pela organização do evento, o principal objetivo da exposição das peças foi promover a interatividade entre os idosos que praticam atividades na academia do Centro de Referência ao Idoso que, segundo ele, atende mais de 200 pessoas atualmente. Além disso, ressalta a importância dos artesãos mostrarem os trabalhos à sociedade “que geralmente não tem conhecimento das atividades extras que eles desenvolvem”.

“Eu gosto muito de ensinar artesanato para quem quer aprender”

Maria Ermelinda de Couto,

aposentada e artesã

 

Com preços variantes entre R$ 10 e R$ 70, o dinheiro adquirido com a venda é revertido para as próprias artesãs. Caio afirma que a iniciativa do centro foi apenas de “ceder o espaço e divulgação da ação”, e que não houve custo algum para que as idosas estivessem ali. “O legal disso tudo é que até mesmos as expositoras acabam comprando produtos da banca ao lado. Isso quer dizer que existe uma troca de experiência entre elas”, frisa.

Inspirada no talento da mãe em criar artesanatos, a aposentada Julia Maria da Silva Peres, 68 anos, trabalha com a confecção de panos de prato e bonecas há mais de dez anos. Ela conta que desde pequena tinha o costume de mexer com a máquina de costura e devido aos ensinamentos da genitora, passou a comercializar os produtos. Segundo dona Julia, as vendas na manhã de ontem superaram suas expectativas, o que garantiu uma renda extra para o começo do mês.

A aposentada e artesã Maria Ermelinda de Couto, 75 anos, acredita que fazer artesanato foi uma forma encontrada para “ajudar a trabalhar a cabeça” e “conhecer os talentos que temos”. Durante o período em que expos bolsas, tapetes e panos de pratos pintados, observou que não só as pessoas mais velhas adquiriram os produtos, como os jovens também. “Eu gosto muito de ensinar artesanato para quem quer aprender. Eu não cobro nada porque é muito gratificante repassar o talento que existe para contribuir para a renda de outra família”, finaliza.

 

 

 

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