Santinhos nas ruas

150 varredores fazem mutirão de limpeza em 59 locais de votação

Conforme a Prudenco, ao se comparar com as eleições municipais, em 2016, foi possível observar queda na quantidade de papéis espalhada pelas vias

SANDRA PRATA - Especial para O Imparcial • 09/10/2018 06:09:00

Foto: José Reis - Varredores garantiram a limpeza das vias prudentinas, após eleições

As eleições de primeiro turno ocorreram no domingo, porém, os vestígios deixados pelos eleitores ficaram. Os famosos “santinhos”, panfletos com números e nomes de candidatos colorem as calçadas e as ruas dos pontos de votação em Presidente Prudente. Entram em cena, então, os varredores da Prudenco (Companhia de Desenvolvimento Urbano) para fazer a limpeza dos locais. Aos todos, 150 trabalhadores arregaçaram as mangar e realizaram um mutirão que percorreu 59 unidades de votação. Além disso, contaram com quatro caminhões para fazer o recolhimento dos sacos de lixo.

Segundo o gerente de limpeza da pasta, Marcos Rota, entre as situações mais críticas é possível destacar as unidades que recebem mais fluxo de pessoas como as escolas estaduais Monsenhor Sarrion, Fernando Costa e Maria Luiza Bastos, além do Colégio Cristo Rei e também a Toledo Prudente Centro Universitário, todas resultando entre 12 e 14 sacos de lixo de 100 litros cheios de papéis.

De acordo com Marcos, a ação – que teve início no domingo, às 6h – tem como objetivo organizar, além dos locais específicos, os espaços próximos, incluindo ruas e canteiros. Nesse processo, o gerente revela que se comparado com a última eleição de Prudente – para prefeito em 2016 – é possível observar uma queda na quantidade de santinhos pelas ruas. “É difícil controlar, mas aos poucos as pessoas vão se conscientizando de não jogarem no chão, acredito até que seja por isso essa diminuição”, explana.

Para a varredora da Prudenco, Márcia Adriana Virgílio, 44 anos, ainda falta muito para que essa conscientização seja ideal. Ela diz perceber que existe certa falta de respeito com a organização dos espaços. “No dia das eleições mesmo, limpávamos e aparecia alguém para jogar de novo, é complicado”, pontua. Ela denota que a única solução para isso é desenvolver alguma medida de punição, como multas. Assim, “a cidade fica mais limpa e as pessoas não correm risco de escorregar e sofrer acidentes”, relata.

O varredor Diego Felipe Félix, 27 anos, acompanhava a colega de trabalho na limpeza da calçada da Escola Estadual Professora Mirella Pesce Desidere. Ele participa pela primeira vez de um mutirão pós-eleição, mas, baseado no que ouviu dos colegas, a sujeira está bem menor neste pleito. “Estou ajudando no mutirão desde domingo, algumas escolas são mais críticas, em outras o pessoal respeita mais”, acentua.

Acompanhando a dupla, o fiscal de varrição, Emerson Costa Lopes, explica que o setor pelo qual é responsável engloba sete unidades escolares. Destas, a Mirella esteve entre as mais sujas, com oito sacos de lixo recolhidos. “Os canteiros e ruas próximas das escolas também estão sempre com muito lixo. A ideia é incentivar que as pessoas se organizem para acabar de vez com papéis no chão”, frisa.

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