COTIDIANO

1º de maio, o que realmente comemorar?

  • 01/04/2019 04:05
  • Marcos Alves Borba

Depois de algum tempo a gente aprende. A homenagem remonta ao dia 1º de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago, com o objetivo de conquistar condições melhores de trabalho, principalmente à redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. É evidente que os tempos mudaram, mas ainda continuamos na luta diária por dias melhores, o que essa, considerada por muitos como festa do trabalhador já por algum tempo vem sofrendo um desgaste que muitas famílias, infelizmente não têm o que comemorar. Naturalmente que continuam as manifestações, e que poderiam ser tímidas, por talvez acreditarmos que com o passar dos tempos à tendência seria que os trabalhadores teriam sua dignidade respeitada e valorizada pela sua própria capacidade de fazer de seu trabalho um valor humano. O direito de poder ser importante e digno de seus resultados conquistados pelo próprio trabalho.

E desde quando comemorar o 1º de maio seria ou poderia ser uma data tão marcante que se tornaria um dia nacional e internacional do feriado para o trabalhador? Tanto que muitas pessoas vangloriam-se por esse dia, por estarem em casa na sua penumbra, por estarem empregados, independente do trabalho, desde que estejam trabalhando. Enquanto outros de maneira até mesmo triste, e por enquanto, não sentem esse glamour, de um feriado a ser comemorado, já que sua plenitude de pessoa humana não está completa, pois está em busca de dignidade através de uma recolocação ou apenas começar. 

Se o trabalho realmente dignifica o homem, infelizmente, e por enquanto, muitos não podem aplaudir esse dia tão significativo, que desde algum tempo atrás os sindicatos poderia fazer de suas representatividades o que sempre tentaram fazer em prol dos trabalhadores, brigar pelos seus direitos e elucidar suas obrigações quando preciso. E hoje mais ainda, devido a anos de desordem e estagnados no tempo que, tantos representantes tentaram lutar pelos trabalhadores, se tornam sem sentido por não terem mais aquela força em lutar principalmente por famílias que ficaram dependentes.

Assim como a leitura através dos livros está para a nossa formação e educação, os alimentos estão para a nossa sobrevivência e uma vida com mais saúde, sendo tudo isso uma questão de postura e atitude. Se quiseres tentar eliminar sua ignorância, leia e estude. Se quiseres viver um pouco melhor, procure os alimentos que melhor seu organismo se adapte com vigor. Isso é uma questão de sobrevivência, e a vida é uma só, poderemos não ter outra chance. Mas, para que parte dessa busca tenha um efeito mínimo, as pessoas precisam trabalhar, precisam de um emprego que possa subsidiar um ideal de suas necessidades. 

É possível, que em grande parte de nossa existência ficamos na procura do melhor caminho que nos faça entender melhor os mecanismos que uma educação possa nos dá, tanto quanto os alimentos podem nos satisfazer bem melhor se procurarmos suas qualidades em vitaminas e proteínas. Existem caminhos, e tudo isso é um processo. Pode se levar um tempo, mas sempre será preciso a sua compreensão. Mas, que na construção com base de um país forte e que cresça junto com sua população, há necessidade de se criar empregos a um povo que tanto luta e almeja algum lugar com dignidade e respeito à vida.

Os tempos mudaram, o mundo mudou. Não se cabe mais ficar a mercê de um tempo estagnado e que tente querer representar qualquer que seja o trabalhador. É possível que nossa capacidade de empreender nos cause intempérie ou até medo, mas é preciso, só assim ficamos no caminho certo e direto de como tentar e querer evoluir. O trabalho faz parte da raça humana.

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Marcos Alves Borba

Marcos Alves Borba

Marcos Alves Borba é educador físico, coach (Sociedade Brasileira de Coaching) e palestrante.

Contato: marcosaborba@hotmail.com

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